
GABRIEL ANTONY - É certo que Thomas Tuchel deu uma nova cara ao Borussia Dortmund. Após uma temporada que ficamos no quase (literalmente), a nova temporada começou de forma decepcionante, com 3 titulares deixando o clube por vontade própria. É importante que seja frisado isso, mesmo o clube não medindo esforços para a renovação de contrato, os jogadores decidiram partir, alguns com um mau caráter absurdo e escolhendo um dos maiores rivais atualmente, com a desculpa de que quer ficar mais perto da família (como a distância entre Dortmund fosse a mesma de Manaus e Porto Alegre).
Um grande dinheiro foi arrecadado e inicialmente gasto em jovens promessas, deixando um ar de preocupação nos torcedores. A diretoria parece ter acordado e trouxe dois jogadores de alto nível. Não vou entrar no mérito dos valores da negociação, isso eu deixo para os torcedores debaterem. O fato é que o Dortmund ganha em opções táticas e Tuchel terá um elenco bem competitivo para a nova temporada. Caso chegue mais um zagueiro, acho que o time fica fechado. Com mais peças no elenco e jogadores, de certo modo diferentes, Tuchel pode tornar-se ainda mais competitivo. Os sistemas podem variar, mas o esquema continua intacto.
Caso opte por continuar no 4-3- 3 usado durante a maior parte da temporada passada, Weigl continua absoluto como o volante mais recuado fazendo a saída de bola e com Rode e Castro mais à frente apoiando de forma organizada, utilizando triangulações e superioridade numérica no campo adversário. Diferente da temporada passada, onde tínhamos Mkhitaryan no melhor ano da carreira, atuando aberto, agora temos Schurrle ou Gotze. O armênio era mais criativo, inteligente e com uma absurda qualidade no passe. Agora ganhamos jogadores incisivos, de drible, ótimos no 1vs1 no último terço do campo, característica que faltou na temporada passada. A bola deverá rodar mais na trinca de volantes, que procurará utilizar a velocidade dos pontas para desarmar as defesas rivais. Rode talvez seja uma das almas do time. Auba será importantíssimo na troca de posições, confundindo ainda mais as defesas adversárias.

Ele pode também utilizar o 4-2- 3-1, mais viável em minha opinião. Weigl, Castro e Rode disputam 2 vagas, com Merino e Sahin correndo por fora. A habilidosa e veloz trinca de meias com Schurrle, Gotze e Reus a missão de se adequar ao toque de bola agressivo de Tuchel, extraindo o seu melhor: a individualidade de cada um, e ainda terá a sombra de Dembelé, Kagawa e Kuba mostrando serviço. 6 ótimos jogadores para 3 vagas tornará o elenco competitivo e evitará a preguiça de algumas estrelas durante a temporada. Nosso treinador já mostrou que quem estiver melhor, vai jogar.

Outra variação são os 3 zagueiros. Devido a rotação dos jogadores, troca de posições e busca por espaço, não vou me prender em números no meio campo. Caso ele utilize os 3 defensores (o que provavelmente também vai ocorrer), a disputa se torna ainda maior. Bender, Ginter, Merino, Bartra e Sokratis duelam pela titularidade. Tuchel gosta de zagueiros que saibam jogar, iniciando a fase ofensiva ainda na linha de defesa. Merino e Bartra, na minha visão, saem na frente pela qualidade no passe e visão de jogo. Entretanto, creio que apenas um dos dois jogará, já que todo time tem que ter um zagueiro que trata com muito carinho os jogadores adversários. No meio campo, o time pode ser muito leve com dois volantes de qualidade e alas fazendo dobradinha com os wingers. Algo que já deu certo contra o Bayern de Pep, mas faltava aquela ousadia a mais para decidir os jogos. Ela pode vir através do banco, coisa que não tínhamos anteriormente.

Basicamente é isso. Tuchel tem um elenco recheado de ótimos jogadores com margem a evolução e querendo mostrar seu valor. Não é um elenco recheado de campeões, estrelas, porém de jogadores com a vontade de crescer e convencer a torcida. Eu não sei vocês, mas eu tô ansioso pra ver na prática esse time. Só não pode ter a mentalidade de flanelinha de só querer buscar a vaga (proj @dgavieira).

Um abraço, Gabriel Antony.
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