Texto por Colaborador: A. Rother 25/06/2026 - 18:00

A saída precoce de Julian Ryerson na vitória da Noruega por 3 a 2 sobre o Senegal gerou apreensão imediata no Borussia Dortmund. O lateral-direito precisou deixar o campo ainda na fase inicial da partida, e o clube alemão passou a monitorar de perto o estado de saúde do jogador. Agora, o médico da seleção norueguesa trouxe novos detalhes sobre o caso — e o panorama, embora ainda incerto, é ligeiramente menos alarmante do que se temia.

De acordo com Ola Sand, médico da equipe, o problema de Ryerson não surgiu de uma pancada ou torção durante o jogo. Trata-se de uma condição que vem se desenvolvendo há algum tempo. "Não é uma lesão aguda, mas uma que se desenvolveu ao longo do tempo", explicou Sand ao jornal norueguês Verdens Gang. Segundo o médico, o lateral já havia sentido desconforto na coxa durante o primeiro jogo do grupo, contra o Iraque, e a situação foi se agravando progressivamente.

Mesmo assim, Ryerson e a comissão técnica optaram por arriscar diante do Senegal. O próprio jogador se sentiu em condições de jogar e sinalizou que estava apto. A equipe técnica, porém, já sabia de antemão que havia uma chance real de ele não aguentar os 90 minutos — tanto que Marcus Holmgren Pedersen, seu reserva imediato, foi avisado ainda pela manhã do dia do jogo para se preparar para uma possível entrada em campo antes do esperado.

O técnico Ståle Solbakken foi transparente ao falar sobre a decisão. Para ele, o uso de Ryerson foi uma "aposta calculada". O lateral se declarou em condições de jogar, mas as dores se tornaram insuportáveis logo nos primeiros minutos, forçando a substituição antecipada.

Sand corroborou a visão do treinador e reconheceu que todos estavam cientes dos riscos envolvidos. "É sempre um risco quando os jogadores já chegam com alguma queixa — nunca se sabe por quanto tempo vão aguentar", disse o médico, acrescentando que não foi possível fechar um diagnóstico preciso imediatamente após a partida.

O tempo de ausência de Ryerson, portanto, ainda é uma incógnita. Segundo o médico da seleção norueguesa, o lateral será avaliado "dia a dia". A dúvida mais imediata é se ele terá condições de atuar no último jogo do grupo, contra a França, nesta sexta-feira, a partir das 21h. Para o Borussia Dortmund, que já lida com um plantel enxuto, a situação segue gerando atenção e certa preocupação.

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