Reprodução/TagesspiegelA Copa do Mundo de Nico Schlotterbeck está encerrada. A Federação Alemã de Futebol (DFB) confirmou nesta segunda-feira o que os exames de imagem apontaram: o zagueiro do Borussia Dortmund sofreu uma ruptura do ligamento colateral medial do tornozelo esquerdo durante a partida contra a Costa do Marfim, vencida pela Alemanha por 2 a 1. O afastamento será de vários meses, o que inviabiliza qualquer participação do jogador de 26 anos no restante do torneio.
Mesmo assim, Schlotterbeck optou por não deixar o grupo. O defensor permanecerá na delegação alemã, inclusive para a fase eliminatória — para a qual a seleção já está garantida. "Ele apoiará a equipe e ajudará a orientar seus companheiros, também em prol do espírito de equipe", explicou o diretor esportivo da DFB, Rudi Völler. Atualmente, Schlotterbeck se locomove com muletas para proteger o tornozelo lesionado e deve passar a usar um sapato especial.
O último jogo da fase de grupos da Alemanha, contra o Equador, será disputado na quinta-feira no estádio que sediará a final da Copa do Mundo, em East Rutherford. Schlotterbeck deve acompanhar a partida junto ao restante da delegação.
Quem também não escondeu a tristeza foi seu irmão Keven Schlotterbeck, jogador do FC Augsburg, que acompanhou o drama da lesão ao vivo nas arquibancadas do estádio em Toronto. "Dói-me imensamente que o Campeonato do Mundo tenha terminado para ele", disse ele à MagentaTV. "Eu sei que o Nico é um cara durão. O fato de ele não ter se levantado imediatamente não deve ser fácil para o irmão mais velho dele também."
Keven também revelou que já conversou com o irmão após o diagnóstico, mas que Nico preferiu guardar os detalhes para si. "As coisas não parecem nada boas. Ele não quis revelar muito, fará isso em paz e tranquilidade. Mas é um ponto delicado para ele."
Para lidar com o momento, o mais novo dos irmãos tentou oferecer uma perspectiva animadora: "Continue, erga a cabeça, em outras palavras, e persevere. A próxima Copa do Mundo será daqui a quatro anos. Ele pode pensar nisso agora, vamos em frente." Keven ainda sugeriu uma distração durante a permanência na América do Norte: uma visita a Nova York. "É algo muito especial. Mas ele terá que pegar leve por algumas semanas primeiro."
Sobre a decisão de Nico de continuar junto ao grupo mesmo sem poder jogar, Keven resumiu bem o gesto: "Ele está tentando ajudar a equipe em primeiro lugar, apoiá-la — e é uma reciprocidade, para que os outros jogadores também possam reconhecê-lo."