Texto por Colaborador: A. Rother 10/05/2026 - 17:03

"É isso. Nada mais." — foi com esse comentário seco que o Borussia Dortmund legendou a foto do elenco após a vitória por 3 a 2 sobre o Eintracht Frankfurt. Quase todos estavam radiantes. Quase todos.

Yan Couto não parecia bem. Os fãs no X perceberam rapidamente. "Couto parece realmente irritado", escreveu um usuário. Outro foi mais direto: "Que ele jogue feliz e com sucesso em outro lugar, infelizmente nunca sob o comando de Kovac."

A frustração do lateral brasileiro de 23 anos é compreensível. Nos últimos dois meses, em oito jogos da Bundesliga, ele entrou em campo por apenas dez minutos no total. No último jogo em casa da temporada — quando Julian Brandt, Niklas Süle e Salih Özcan se despediram oficialmente do Westfalenstadion —, o técnico Niko Kovac não lhe deu nem um segundo de jogo.

O problema tem nome e sobrenome: Julian Ryerson. O norueguês de 28 anos acumula 14 assistências em 30 partidas na Bundesliga nesta temporada, o que o torna o terceiro melhor assistente de toda a liga. Com esse desempenho, é simplesmente impossível tirá-lo da equipe.

Kovac reconheceu a situação de forma diplomática há algumas semanas: "Julian está jogando muito bem, fazendo um trabalho fantástico no ataque. Ele é o jogador que mais deu assistências. É por isso que é doloroso para Yan, mas é ótimo para mim ter dois bons jogadores na lateral direita."

O futuro de Couto, no entanto, é incerto apesar do contrato vigente até 2030. Segundo o jornal Bild, já se conversa nos bastidores sobre uma possível rescisão ao final da temporada. O brasileiro chegou ao BVB por empréstimo do Chelsea no verão de 2024, antes da obrigação de compra ser ativada — o Dortmund desembolsou cerca de €30 milhões, incluindo bônus. Agora, sem espaço para jogar, a pergunta que fica é: por quanto tempo mais essa situação se sustenta?

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