Texto por Colaborador: A. Rother 28/10/2026 - 01:20

O Werder Bremen voltou a mostrar poder de reação diante do Borussia Dortmund, mas, desta vez, não conseguiu evitar a derrota. Depois de sair perdendo por 2 a 0, a equipe hanseática buscou o empate com dois gols de Niclas Füllkrug em apenas quatro minutos, mas sofreu o gol decisivo de Marcel Sabitzer, em cobrança de falta nos acréscimos, e perdeu por 3 a 2 na terça-feira, pela Copa da Alemanha.

No início de outubro, o Werder já havia conseguido reagir a uma desvantagem de dois gols diante do Dortmund, pela Bundesliga, arrancando um empate por 2 a 2 e somando um ponto. A história parecia se repetir, mas o desfecho desta vez foi diferente.

Após a partida, Mitchell Weiser lamentou a oportunidade desperdiçada de colocar o Werder em vantagem por 3 a 0 aos 75 minutos, quando finalizou por pouco para fora. Apesar da frustração com o resultado, o jogador elogiou a reação da equipe.

“A forma como reagimos, parabéns à equipe. Nós os tínhamos no controle, eles estavam muito desestabilizados”, afirmou Weiser à Sky. Sobre a chance que poderia ter mudado o rumo do confronto, acrescentou: “Meu objetivo é decidir um jogo em momentos como esse e marcar um gol. Se eu marcasse, tenho certeza de que avançaríamos”.

Füllkrug também classificou o resultado como “muito amargo”, mas ponderou que a eliminação não representa o fim do mundo para o Werder. O atacante reconheceu que a equipe teve dificuldades no primeiro tempo, em parte pelas mudanças promovidas pelo técnico Daniel Thioune.

“Fizemos algumas substituições hoje. Os rapazes mereceram e todos deram o máximo. Mas defensivamente, dava para ver que faltou aquilo que nos tornou extremamente fortes nas últimas semanas — essa confiança mútua, essa marcação dupla constante, essa cobertura constante do campo que não era exatamente minha responsabilidade. Infelizmente, deixamos isso escapar em alguns momentos durante o primeiro tempo”, analisou.

As falhas defensivas deram espaço ao Dortmund, mas o Werder conseguiu melhorar depois do intervalo. Weiser destacou que a evolução já vinha sendo percebida em campo e não foi consequência exclusiva das quatro substituições realizadas aos 59 minutos. Na ocasião, ele próprio, Füllkrug, Senne Lynen e Ludovit Reis entraram nas vagas de Cedric Itten, Eren Dinkci, Marco Grüll e Dariusz Stalmach.

“Entramos em campo completamente diferentes; os jogadores já vinham jogando muito melhor. E então os que entraram nos deram um novo impulso”, explicou Weiser.

Füllkrug, por sua vez, evitou destacar jogadores individualmente e ressaltou a postura mais agressiva que permitiu ao Werder recuperar o controle da partida e chegar ao empate.

“Mer ecemos o empate em 2 a 2 porque fomos muito mais corajosos. Partimos para o um contra um, pressionamos alto e partimos direto para cima do goleiro. Recuperamos a bola no campo de ataque, e isso dá uma boa sensação”, afirmou o atacante.

O camisa 9, no entanto, apontou que a equipe recuou demais depois de igualar o placar e não conseguiu aproveitar as oportunidades de contra-ataque. Segundo ele, a velocidade dos defensores do Dortmund também dificultou as investidas ofensivas.

“Infelizmente, recuamos muito”, reconheceu Füllkrug, que explicou que a estratégia de contra-atacar não funcionou como esperado porque o adversário “tem uma velocidade brutal na defesa. Aí você não consegue converter os contra-ataques que tivemos”.

Questionado se o resultado poderia ter sido diferente caso ele e Weiser tivessem começado a partida como titulares, Füllkrug preferiu não entrar no debate. “Não, não vamos falar sobre isso agora. Não sei, não faço ideia”, respondeu.

O atacante também desconversou ao ser perguntado sobre a frequência com que vem marcando gols. Aos 33 anos, ele já balançou as redes 11 vezes em nove partidas oficiais nesta temporada.

“Eu também não sei”, disse Füllkrug, antes de reforçar sua posição: “Mas esse não é o ponto. Acho que essa é a questão principal, que esse não é o ponto”.

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