Texto por Colaborador: A. Rother 25/08/2026 - 17:20

Após críticas vindas de dentro do Bayern de Munique sobre a concentração de poder do técnico da seleção alemã, Jürgen Klopp, dentro da estrutura da DFB, o presidente do Borussia Dortmund e vice-presidente da entidade, Hans-Joachim Watzke, saiu em defesa do treinador e discordou publicamente do dirigente bávaro Uli Hoeneß.

Em entrevista à Sky, Hoeneß havia classificado como um "problema" o fato de Marc Kosicke, empresário de Klopp, passar a ocupar um papel relevante dentro da federação alemã, chegando a comparar a situação a uma espécie de "aquisição amigável" do órgão. "Klopp e companhia assumiram o controle da DFB, e eu considero isso errado", declarou o dirigente de 74 anos.

Questionado sobre a fala de Hoeneß em entrevista à RTL/Sky, Watzke — que hoje comanda a presidência do Dortmund e também integra a cúpula da DFB — rebateu: "Nesse ponto, tenho uma opinião diferente da dele. Não sei o que isso tem a ver com uma 'aquisição amigável'. Os dois últimos técnicos da seleção vieram do Bayern de Munique — Julian Nagelsmann e Hansi Flick. E ninguém disse na época que aquilo era uma aquisição amigável do Bayern. Acho isso um exagero."

Watzke lembrou ainda que o próprio Hoeneß, à frente do Bayern, também contou com "os melhores treinadores do mundo" e classificou como normal que técnicos tragam integrantes de confiança para compor suas equipes. "É perfeitamente normal, todo treinador tem algumas ideias sobre como montar sua comissão técnica. O Vincent Kompany também trouxe algumas pessoas com ele. Isso não tem nada a ver com aquisição amigável", completou.

Vale destacar que Kosicke deixou seu trabalho como empresário para atuar junto à DFB, mas não como funcionário contratado — sua atuação será como colaborador externo. Klopp, que assumiu o comando da seleção alemã após o fracasso na última Copa do Mundo, no lugar de Nagelsmann, definiu Kosicke como uma espécie de "auxiliar técnico para estratégia, desenvolvimento e inovação".

Klopp estaria afastando a "profunda depressão" da seleção alemã?
Watzke também demonstrou grande expectativa em relação ao trabalho do ex-treinador do Dortmund à frente da seleção. "Aquela profunda depressão que todos sentimos depois de voltarmos cedo para casa já quase virou euforia na Alemanha. As pessoas estão voltando a se animar. As pessoas voltaram a comentar de forma positiva sobre a seleção", descreveu o influente dirigente.

Ainda assim, para Watzke, trata-se de "uma situação nova" para Klopp, e é preciso "deixá-lo se adaptar a esse novo momento". Segundo ele, "como treinador de clube, você reúne seus jogadores todos os dias e consegue interferir muito mais no dia a dia."

O dirigente afirmou que o técnico de 59 anos vai tentar "fazer o grupo caminhar em uma mesma direção, e depois é preciso simplesmente deixá-lo trabalhar". E completou: "Minha confiança nele é enorme. Deixem ele trabalhar, que no final tudo vai dar certo."

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