Texto por Colaborador: A. Rother 20/09/2026 - 04:00

Maximilian Beier foi a grande arma do Borussia Dortmund na noite de sábado, em Stuttgart. Em um jogo truncado, com pouca criação ofensiva dos dois lados durante boa parte do tempo, a velocidade do atacante desequilibrou nos contra-ataques, nos duelos individuais e, principalmente, no gol da vitória, aos 70 minutos.

No lance decisivo, Beier arrancou com passadas curtas e rápidas após um passe primoroso de Jobe Bellingham. Ele deixou Finn Jeltsch, convocado pela primeira vez para a seleção alemã, chegando atrasado e finalizou com frieza, de perto, diante de Fabian Bredlow.

Depois das assistências na vitória por 2 a 0 sobre o Hamburgo, na primeira rodada, e no recente 3 a 0 sobre o Paderborn, este foi o primeiro gol de Beier na temporada e sua terceira participação direta em gol no campeonato. Somando 2026 inteiro, são 12 participações diretas em gols no ano, número superado apenas por Deniz Undav.

Curiosamente, assim como Undav, capitão do Stuttgart, que ainda não marcou nem deu assistência nesta temporada, Beier ficou de fora da lista com 44 nomes divulgada durante a semana pelo novo técnico da seleção, Jürgen Klopp. O atacante não escondeu o sentimento: “Isso me irritou, naturalmente.”

Para o técnico Niko Kovac, o gol no sábado à noite teve um sabor especial. Com o resultado, o Dortmund entra na pausa para a fase da Liga das Nações como líder da Bundesliga e volta ao topo da tabela pela primeira vez em 1.212 dias. Com um sorriso largo, o treinador disse à Sky:“A vida escreve as histórias mais bonitas. Ele não está na seleção e hoje faz o gol. Fico feliz! Ele se recompensou com esse gol. Agora pode tirar uns dias de folga e até trabalhar de casa. No fim das contas, isso também mostra que temos um elenco fantástico e um Maxi fantástico.”

Kovac acredita que o episódio mostra que, mais cedo ou mais tarde, Beier voltará a ser assunto para a Alemanha e para Klopp. “Maxi pode jogar em qualquer lugar. Pode jogar atrás na esquerda, atrás na direita, na frente pela esquerda, na frente pela direita. Com ele, eu sempre sei exatamente o que vou receber.” Segundo o treinador, foram essas qualidades que levaram o jogador “também à Copa do Mundo, e é por isso que o novo técnico da seleção vai voltar a pensar nele”.

A noite, porém, teve um lado triste para Kovac. O treinador precisou lembrar de seu ex-auxiliar no Bayern, Peter Hermann, que trabalhou com ele na temporada do título duplo, em 2018/2019. Lenda do futebol alemão, Hermann passou por diversos clubes, entre eles Leverkusen, Nuremberg e Schalke, além das categorias de base da seleção. Ele morreu neste sábado, aos 74 anos, após uma longa batalha contra a ELA, doença neurológica.

Com dificuldade para segurar as lágrimas, Kovac mal conseguia assimilar a notícia: “É muito difícil, me falta o ar… Primeiro de tudo: meus pêsames! Faz só um ou dois meses que tentei falar com ele de novo. A filha dele atendeu o telefone. A doença era tão grave que não tinha cura. Estou muito triste, ele era uma pessoa maravilhosa.”

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