Texto por Colaborador: A. Rother 25/04/2026 - 03:00

Enquanto o Borussia Dortmund só volta a campo no domingo, os holofotes se voltam para os bastidores do clube. O jornalista Maximilian Wessing detalhou em reportagem a nova “rede de poder” formada após a saída de Sebastian Kehl, que abriu espaço para uma reorganização interna liderada por Lars Ricken.

Ricken, que assumiu de forma surpreendente o cargo de diretor-gerente, criou uma constelação que fortalece sua posição até 2027, quando termina seu contrato. A aposta em Nils-Ole Book, vindo da 2ª Bundesliga, é considerada arriscada, mas reflete a confiança plena de Ricken, algo que não existia com Kehl. Book já se destaca pela proximidade com o técnico Niko Kovac e pela busca ativa de “jogadores da diferença”, além de manter diálogo constante com olheiros.

Outro nome em ascensão é Carsten Cramer, que ganhou enorme influência como elo entre o comitê executivo e o conselho fiscal. Seu objetivo é trazer mais harmonia e coragem ao clube, e os primeiros sinais já apareceram, como a celebração coletiva da renovação de contrato de Nico Schlotterbeck.

A nova configuração também abre espaço para Matthias Sammer, cuja influência havia diminuído na era Kehl. Com Book, a expectativa é de maior sintonia, já que Sammer continua sendo uma figura importante para Kovac. A extensão de seu contrato, válido até 2027, ainda está em aberto.

Formalmente, Hans-Joachim Watzke segue como presidente, mas sua participação no dia a dia é limitada. Ainda assim, sua proximidade física com Ricken garante trocas frequentes de opiniões, mesmo que a responsabilidade final esteja nas mãos do novo diretor-gerente.

Nos bastidores, o consenso é que Kovac conquistou respeito pela média de pontos e pela aceitação em promover jovens talentos. Sua relação próxima com Ricken e Watzke reforça a ideia de continuidade no comando técnico.