Texto por Colaborador: A. Rother 25/05/2026 - 04:00

Na última temporada, o Borussia Dortmund foi o sétimo clube com o elenco de maior idade média na Bundesliga: 26,4 anos. O número, isolado, nem sempre é um indicador definitivo de algo — mas nesse caso diz bastante. O clube havia abandonado há algum tempo aquela vocação tão marcante de revelar e desenvolver talentos, uma das marcas mais fortes da identidade do BVB ao longo dos anos.

A regularidade apresentada nos últimos meses deu algum respaldo às escolhas da diretoria, mas nem por isso o elenco montado sob o comando de Niko Kovac chegou a gerar entusiasmo. A forma como a equipe vem jogando tampouco. No verão europeu, portanto, o clube pretende mudar o que precisa ser mudado. E o processo já começou.

A intenção é clara: trazer mais velocidade, mais criatividade e, sobretudo, mais juventude ao plantel. Os primeiros passos foram dados com as chegadas do lateral-esquerdo Kauã Prates (18 anos), do atacante Justin Lerma (18) e do zagueiro Joane Gadou (19). Mas, pelo que tudo indica, esse é apenas o começo.

Rumores que animam
Kennet Eichhorn, de 16 anos e formado no Hertha BSC, é apontado como prioridade na lista de alvos. O belga Nathan De Cat, de 17 anos e revelado pelo Anderlecht, também está no radar — e é considerado um dos maiores talentos europeus da sua posição. A concorrência por ambos é intensa e está longe de estar definida, mas o simples interesse do Dortmund nesse perfil de jogador já sinaliza que o clube está disposto a fazer uma virada de verdade.

Outro nome que agita a torcida é o de Jadon Sancho (26 anos), que ficará livre em julho. A possível volta do inglês ao clube onde foi revelado não rejuvenesce o elenco exatamente, mas seria recheada de simbolismo. Já Diego Moreira, de 21 anos e que atua pelo Racing Strasbourg, seria uma contratação mais alinhada ao perfil jovem que o BVB busca. Segundo a imprensa, um acordo já estaria encaminhado — mas o valor envolvido, 43 milhões de euros, não é nada desprezível.

Kovac tem a chave na mão
Seja como for, a torcida do Borussia terá pela frente um elenco visivelmente mais interessante do que nos anos recentes. Cabe a Kovac, agora, dar vida a essa nova configuração.

A mudança para uma linha de quatro na defesa, com pontas de beirada, deve ser um primeiro sinal dessa reinvenção. Imaginar o BVB como uma máquina ofensiva nas mãos de um técnico historicamente focado na solidez defensiva exige certa dose de imaginação — mas não é impossível. Afinal, a defesa foi construída em bases sólidas ao longo do último ano e meio. A partir daí, talvez seja a hora de soltar o time para jogar.

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