Texto por Colaborador: A. Rother 05/04/2026 - 01:00

Jürgen Klopp marcou uma era no futebol mundial — mas hoje não esconde o alívio de ter ficado para trás. Em entrevista ao programa norueguês Bjørndalen trener Klopp, da TV2, o ex-técnico do Mainz, Borussia Dortmund e Liverpool falou com uma franqueza incomum sobre os bastidores de uma carreira que poucos teriam coragem de abandonar.

Mesmo sem nunca ter vivido a ameaça de uma demissão ao longo de toda a sua trajetória, Klopp confessou que o peso da função era avassalador. "Toda vez que estava no ônibus a caminho do estádio, meu peito apertava. Fiz isso pelo menos 1.081 vezes", relembrou.

"A pressão que eu colocava sobre mim mesmo era absurda. Era extrema. Fiz isso 1.081 vezes — por que faria mais 1.090?", disse Klopp ao medalhista olímpico de biatlo Ole Einar Bjørndalen, deixando claro que não sente nenhuma vontade de voltar ao banco de reservas.

Uma nova vida que ele não trocaria
Sua nova rotina como chefe global de futebol da Red Bull, segundo ele próprio, cai muito melhor. "Trabalho muito e quero trabalhar. A diferença é que agora posso trabalhar três dias e ter quatro dias sem fazer nada. Nunca vivi algo assim. Não nasci para ficar parado. Mas precisei encontrar um jeito de tirar algo diferente da vida", contou o técnico de 58 anos, visivelmente satisfeito com a transição.

Klopp também confessou que jamais se enxergou como um grande treinador. "Nunca me vi assim, e isso é a verdade. Todos os dias eu tinha tanto para resolver, tantas perguntas na cabeça e nem sempre sabia o que fazer", admitiu, revelando as dúvidas que o acompanhavam nos bastidores.

A ficha, porém, caiu quando os outros passaram a colocá-lo ao lado de Pep Guardiola. "Isso significa, claro, que sou um treinador bastante bom. Entendi isso — mas nunca chegou a se fixar de verdade. Agora que não sou mais treinador, percebo: cara, eu era realmente bom", disse, rindo. E emendou, sem nostalgia: "Não sinto falta de nada."

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