Texto por Colaborador: Redação 10/03/2026 - 01:00

Foi durante a partida contra o 1. FC Köln que o Borussia Dortmund tornou oficial: o contrato de Julian Brandt não será renovado. O meia alemão, que chegou ao clube em 2019, deixará a Strobelallee no verão sem custos de transferência. A decisão gerou ampla repercussão na imprensa alemã, com análises que, em sua maioria, apontam para o acerto do encerramento dessa parceria.

No ran.de, o jornalista Andreas Reiners avalia que Brandt ficará na memória do BVB como um "gênio desleixado". Em sua visão, o jogador sempre esteve à beira de se tornar o diferencial que poderia ser — e que demonstrou ser em seus dias de graça. Mas quando mais exigido, dava a impressão de precisar de alguém para tirá-lo de sua letargia. Reiners reconhece que ele foi um jogador muito bom na Bundesliga, mas não mais do que isso. Agora, ao sair da zona de conforto, Brandt teria a oportunidade de finalmente se tornar o jogador diferenciado que raramente foi em Dortmund.

O DerWesten optou por focar nas consequências para o clube. O veículo pondera que, em sua melhor fase, Brandt está entre os melhores jogadores alemães em atividade. O problema é que essa versão aparecia com pouca frequência — e nos dias ruins, ele se tornava um fator de instabilidade para o time. Essa falta de constância em uma posição central é algo que um clube do porte do BVB não pode se dar ao luxo de tolerar. A decisão pode ter chegado de surpresa, mas é "a única certa" para o clube.

Oliver Müller, na Welt, defende que era chegada a hora do BVB ousar. Para ele, a separação representa um risco para ambos os lados, mas sem um recomeço não há evolução possível. Os números de Brandt são até bons — em quase sete anos, foram 298 jogos oficiais, 56 gols e 69 assistências, além de um histórico notável de ausências por lesão. Mas, em um clube onde o debate sobre mentalidade é recorrente, suas oscilações sempre foram um elemento central dessa discussão. Afinal, segundo Müller, Brandt "não é alguém que vai à frente em situações difíceis. Não é do seu feitio." Para os dois lados, é uma chance de recomeçar.

O Sport1 resume a situação em duas palavras: "Ainda bem." Para o veículo, Brandt faz parte de uma "geração traumatizada" do BVB, que desperdiçou o título em 2023 no último jogo em casa contra o Mainz e ainda amargou a derrota na final da Champions League. Isso, claro, não é culpa exclusiva do meia, que também acumulou momentos de excelência nesta temporada. Mas o diagnóstico do Sport1 é que Brandt funciona melhor quando não sente o peso das grandes expectativas. A separação abre espaço para que ele se reencontre — e para que o BVB, que nos últimos anos evitou decisões difíceis, demonstre finalmente que está disposto a virar a página de vez.





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