Texto por Colaborador: Redação 05/01/2026 - 05:00

O setor ofensivo do Borussia Dortmund decepcionou durante uma atividade realizada no estágio de treinamento em Marbella, na Espanha. Enquanto isso, duas outras práticas mostraram intensidade máxima.

No domingo (4 de janeiro), quando os jogadores do Dortmund deveriam aproveitar a superioridade numérica em um exercício de três contra dois, o técnico Niko Kovac teve muito o que criticar. A observação no centro de treinamento revelou que três atacantes falharam repetidamente contra apenas dois defensores – um panorama da terceira sessão de trabalho na Costa del Sol.

Superioridade numérica não garante finalizações

A dinâmica escolhida por Kovac e sua comissão técnica era simples, porém intensa. Alexander Meyer iniciava o exercício com um tiro de meta para três atacantes posicionados na altura do meio-campo. Os jogadores ofensivos recebiam a bola e precisavam superar dois zagueiros que avançavam rapidamente, além do goleiro.

O sucesso, entretanto, foi raro. Muitos passes terminaram nos pés dos adversários. As finalizações praticamente não aconteceram. O treinador do BVB identificou imediatamente o problema. Kovac cobrou insistentemente que seus jogadores buscassem mais amplitude para abrir a defesa adversária.

A sólida linha defensiva liderada pelo capitão Emre Can, porém, manteve-se firme. Mesmo após as correções de Kovac, diversos passes continuaram imprecisos. Quando os três atacantes conseguiam finalizar, várias bolas passaram longe do gol. Alguns chutes de longa distância encontraram as redes, mas a atividade de transição trouxe muita intensidade.

Foco em pressão e transições rápidas

"Svensson, Svensson, Bravo", assim Nico Schlotterbeck elogiou entusiasticamente o lateral Daniel Svensson. O sueco recuperou a bola em desvantagem numérica e marcou diretamente em um gol pequeno.

De modo geral, o treino de domingo enfatizou as transições da defesa para o ataque – e vice-versa. Em um exercício de pressão no formato sete contra sete, a intensidade foi ainda maior. Os atletas precisavam, após diversos toques, transferir a bola para outro campo de jogo.

Nas sequências bem-sucedidas de passes, eles podiam descansar. Outros sete jogadores precisavam perseguir a bola. Ao perder a posse, tornavam-se defensores. Destaque para a reação dos profissionais do BVB nessas situações: corriam desesperadamente atrás do adversário e frequentemente recuperavam o controle rapidamente. Além disso, incentivavam os companheiros aos gritos.

Couto e Bellingham brilham no jogo final

Para encerrar a sessão, torcedores e jornalistas presentes assistiram a um sete contra sete em dois gols grandes, enquanto outros sete jogadores descansavam. Yan Couto e Jobe Bellingham se destacaram nesta atividade final.

Ambos atuaram na mesma equipe. O brasileiro participou de praticamente todos os ataques perigosos de seu time. O inglês, por sua vez, disputou intensamente cada lance e fez a ligação entre defesa e ataque.

No final, a equipe deles venceu o pequeno torneio disputado em três times. O time campeão contou, além de Couto e Bellingham, com Filippo Mane, Nico Schlotterbeck, Carney Chukwuemeka, Serhou Guirassy e Mussa Kaba. Este último, embora pouco tenha tocado na bola, impressionou com alguns passes em profundidade que resultaram em gols.

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