Texto por Colaborador: Redação 21/12/2025 - 15:22

Apesar de ocupar a segunda posição na Bundesliga durante a pausa de inverno, o Borussia Dortmund vive um momento de certa instabilidade. Questionamentos sobre o trabalho de Niko Kovac e indefinições contratuais importantes geram tensão nos bastidores. Lars Ricken, diretor esportivo do clube, decidiu abordar publicamente esses temas.

Em entrevista ao jornal Kicker, Ricken refletiu sobre se o Borussia Dortmund já pode ser considerado uma equipe de elite. Após breve hesitação, ele respondeu de forma direta que "ainda faltam alguns atributos". O dirigente especificou quais seriam essas características: "A última vontade e a última fome de dar o passo final e mais importante para vencer jogos apertados". Segundo ele, o BVB precisa "evoluir nesse aspecto no novo ano".

A missão de impulsionar essa evolução cabe a Niko Kovac, que recentemente tem sido alvo de críticas diretas e indiretas. Julian Brandt questionou o estilo de jogo adotado, Nico Schlotterbeck criticou os companheiros de equipe, e em Leverkusen o atacante Serhou Guirassy negou cumprimentar o treinador com um aperto de mão.

Sobre esse último episódio, Ricken revelou que tomou uma atitude incomum: "No dia seguinte, fui ao vestiário, o que não faço com frequência, e dirigi algumas palavras à equipe". Ele completou explicando que quando faz isso, "não se trata de caminhos certos ou errados em campo, mas sobre os valores do Borussia Dortmund. Sobre postura. Sobre o que o BVB representa."

A mesma postura foi adotada com Karim Adeyemi, que após ser substituído na vitória por 2 a 0 contra o Gladbach tentou ir direto para o vestiário. "Esse tipo de comportamento após uma substituição não é tolerável para nós. Niko, Sebastian Kehl e eu também fomos jogadores, vivemos situações assim e então trabalhamos isso junto com a equipe", declarou Ricken.

Ainda assim, o dirigente fez questão de reforçar: "Entre Niko e a equipe, há sintonia. Todos nós com responsabilidade esportiva trabalhamos em estreita colaboração". Ele acrescentou que "naturalmente, às vezes há discussões controversas. Isso faz parte, e é isso que queremos também".

Além das questões envolvendo o técnico, Ricken e sua equipe enfrentam desafios importantes no mercado de transferências. Surgiram rumores sobre uma possível saída de Fabio Silva, contratação do último verão que ainda não conseguiu se firmar. Porém, quando perguntado pelo Kicker, Ricken descartou enfaticamente qualquer negociação na janela de inverno.

Sobre as esperadas renovações contratuais de Schlotterbeck e Adeyemi, o dirigente de 49 anos informou estar "em contato com os jogadores e seus representantes", mas avisou que "não daremos mais atualizações sobre o andamento, especialmente porque ambos têm contrato até 2027".

A dupla "sabe do nosso apreço, e sei que isso é recíproco. Mas eles estão naturalmente em uma idade em que precisam tomar suas próximas decisões com cuidado", ponderou Ricken. Ele afirmou que a intenção é "criar clareza o mais rápido possível", mas ressaltou que "é preciso dar o tempo necessário a essas questões". O diretor esportivo evitou estabelecer um prazo definitivo, embora tenha admitido: "Mas, naturalmente, temos um cronograma em mente e formulamos uma certa expectativa. Todos entendem isso".

Caso Schlotterbeck e/ou Adeyemi não renovem, Ricken deixou subentendido que uma venda seria provável no próximo verão. "Esses seriam os planos B e C, mas nosso foco está claramente no plano A, as renovações. É de conhecimento de todos que gostaríamos muito de continuar trabalhando com ambos", finalizou.

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