Texto por Colaborador: Redação 26/03/2026 - 01:00

Durante décadas, o Borussia Dortmund foi sinônimo de revelação. Erling Haaland, Jude Bellingham, Ousmane Dembélé, Robert Lewandowski, Mario Götze — a lista de craques que deram seus primeiros grandes passos sob a sombra do Signal Iduna Park é longa e impressionante. O clube tinha, e ainda tem, uma das melhores estruturas de formação do mundo.

Mas os últimos anos mostram uma outra face dessa história. Não faltaram talentos promissores às fileiras do BVB — o problema é que o salto para o alto nível tem se mostrado grande demais para muitos deles. Os casos de Youssoufa Moukoko, Paris Brunner e Jamie Gittens são os exemplos mais recentes e dolorosos dessa realidade.

Moukoko: o fenômeno que não decolou
Por muito tempo, Youssoufa Moukoko foi tratado como o futuro do futebol alemão. Na base do Borussia, ele pulverizou recordes e gerou uma expectativa raramente vista em torno de um jovem atleta. O problema é que, no futebol profissional, as coisas simplesmente não saíram do papel.

Seja no próprio BVB, no Nice ou atualmente no Copenhagen, o atacante não consegue entregar consistência — nem em atuações, nem em gols. Com Dortmund, foi descartado. Com o Nice, ficou à margem. E em Copenhagen, onde o time briga para não cair, Moukoko segue sem convencer o treinador. Começou com espaço no time titular, mas foi sendo progressivamente rebaixado à condição de reserva — ou nem isso. O jogador mais jovem a marcar um gol na Bundesliga, aos poucos, vira apenas uma nota de rodapé.

Gittens: muito dinheiro, pouco espaço
Jamie Gittens teve uma primeira metade da temporada 2024/2025 absolutamente deslumbrante com a camisa do BVB. As expectativas em Dortmund eram altíssimas, e chegou a se falar em uma transferência na casa dos três dígitos em milhões. No fim, o Chelsea desembolsou "apenas" 56 milhões de euros pelo inglês — um valor que, diante do que se viu desde então, já parece questionável.

Na Premier League, Gittens soma até agora apenas 490 minutos em campo, raramente aparece no time titular e contribuiu com somente duas assistências. Uma lesão na coxa ainda o tirou de combate por um período. Definitivamente não foi o debut que ele imaginava em seu país natal.

Brunner: a queda rápida de uma estrela em ascensão
No inverno de 2023, Paris Brunner era apontado como a grande nova joia do futebol alemão. Capitaneou a seleção alemã sub-17 ao título mundial e, na base do Dortmund, seus números de gols chegavam perto do que Moukoko havia feito na mesma faixa etária. Alguns especialistas chegaram a cogitar sua presença em uma Eurocopa.

Mas o estrago veio depressa. Suspensões no clube abriram fissuras em sua trajetória, e quando a porta dos profissionais não se abriu como esperado, Brunner partiu para o Monaco. De lá, foi imediatamente cedido por empréstimo à Bélgica, com resultados medianos. Desde o retorno ao clube monegasco, acumula apenas 113 minutos em campo — sem marcar sequer um gol. Mais um talento da base do BVB com o desenvolvimento travado.

O BVB segue sendo um celeiro de talentos — mas talento, como se vê, não é garantia de nada.





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