
Coluna do Breno - Olá amigos aurinegros, sejam muito bem-vindos a mais uma coluna. Espaço esse para falar sobre o nosso querido e amado BVB. Totalmente aberto a todas opiniões seja elas contrárias ou não, sempre lembrando que com respeito e sem xingamentos e ofensas. Agora, sem mais delongas, o tema dessa semana é: o mundo clama por justiça.
Quero aqui falar de um assunto um pouco fora da caixinha do BVB. Demorei um pouco para falar desse assunto, mas devemos conversar, e isso é muito importante. Como já diria Milton Neves. “O futebol é das coisas mais importantes das menos importantes”. Isso é bem verdade. Pois o mundo não vive só com a pandemia, mas com ódio e com a dor das pessoas.
Agata, Joçao Pedro, Gorge Floyd, o músico dos oitenta tiros. Jovens, crianças, que perderam a sua vida simplistamente por terem uma pele mais escura. Mesmo com abolição da escravatura, eles ainda não conseguiram a sua soltura. Ainda estão “presos” pelo preconceito. Ainda levará muitos anos para eles conseguirem a “igualdade”, mesmo q eles já tenham conseguido, mas perante a sociedade ela é camuflada.
Eu, particularmente falando, não sei como é essa dor, por mais que temos empatia com pessoas que sofreram preconceitos, ainda não mensuramos a dor que eles sentem tanto por fora quanto por dentro. Mas, claro que eu, me considero uma pessoa igual a todos eles sejam negros, mestiços, e por aí à fora. Sabe porquê? É a criação que tive, de respeitar todos independente da pessoa seja qual for ela, pois no fim da vida não levamos nada e vamos no mesmo buraco.
Os jogadores independentes de ser negro, branco ou amarelo, ou seja o que for, não são apenas jogadores de futebol, mas pessoas públicas e com notoriedade que devem opinar. Elas são as vozes das pessoas “invisíveis”. Não dizer que essa briga não é sua, pois ela é sim de todos. Hoje vemos os atletas falarem, se expressarem. É isso que nós queremos, que possam ajudar a ascender os debates e contribuir com a sociedade .
Queremos um mundo melhor para todas as pessoas. Então temos que ir as ruas e protestar. Lutar para que de fato a lei áurea possa ser de fato ser um progresso para a humanidade. Assinar por assinar, e deixar eles ainda viverem na escravidão não colocar eles em igualdade é o mesmo que não assinar, pois eles ainda vivem à margem da humanidade. E não falar simplistamente tenho um amigo negro, mas é lutar com ele e por ele, para que possamos viver em conjunto.
Por Breno Benedito
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