Texto por Colaborador: Redação 09/01/2026 - 04:00

Embora o primeiro semestre da temporada do Borussia Dortmund tenha sido melhor que em anos anteriores, ainda que não perfeito, o técnico Niko Kovac identificou uma fragilidade significativa no clube.

"Talvez a gente dê combustível demais para os jornalistas e a mídia às vezes, e isso pode ser um pouco irritante", declarou o treinador de 54 anos ao portal The Athletic, referindo-se aos constantes problemas extracampo que rondam o BVB.

O meia da seleção alemã Karim Adeyemi, por exemplo, frequentemente aparece em manchetes negativas. O episódio mais recente aconteceu na vitória por 2 a 0 sobre o Borussia Mönchengladbach antes do Natal, quando demonstrou frustração com uma possível transferência, o que resultou em multa aplicada pelo próprio clube.

Kovac ressaltou que o Dortmund está tentando lidar com essas situações e melhorar nesse aspecto, mas que isso demanda tempo. "O clube é o mais importante. Precisamos permanecer unidos. É necessário primeiro estabelecer os alicerces antes de construir uma grande casa", afirmou.

Para o ex-jogador e ex-internacional croata, a turbulência constante em torno do BVB tem explicação. Afinal, trata-se de "um time muito grande", explicou Kovac. "Depois do Bayern de Munique, somos o clube que mais atrai atenção da mídia na Alemanha, e após cada partida isso só aumenta."

O comandante revelou que tenta ignorar ao máximo a cobertura midiática. "Não leio jornais porque eles me distraem do time — e não posso me dar esse luxo", contou.

A resposta sobre o futebol pouco atrativo

Outro assunto recorrente que cerca o BVB é o suposto futebol pouco atrativo praticado sob o comando de Kovac, tema sobre o qual até o consultor Matthias Sammer se manifestou recentemente de forma contundente.

"É um clube da classe trabalhadora, cuja essência está marcada por paixão, ambição, atitude e trabalho duro", respondeu Kovac quando questionado sobre esse debate.

O treinador destacou que os tempos são outros e os jogadores também são diferentes daqueles da era Jürgen Klopp, período com o qual toda equipe do Dortmund acaba sendo comparada. "Temos que olhar para frente, não para trás", afirmou.

Kovac reconheceu que ainda há espaço para evolução. "Podemos sempre melhorar. Mas nesta fase, essas melhorias não virão em saltos de 20 ou 30 por cento. Estamos falando de pequenos passos, pequenas mudanças", explicou.

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