Texto por Colaborador: Redação 27/12/2025 - 11:00

A análise sobre o ano de 2025 no Borussia Dortmund aponta que, apesar da ascensão esportiva, o clube viveu um período marcado por disputas internas e perda de controle institucional. Na coluna assinada por Marian von Hatzfeld no Ruhr24, ele destaca que a temporada expôs um problema central: no Borussia Dortmund de 2025, “quase todo mundo era maior que o próprio clube”.

Segundo a coluna, o BVB conseguiu reagir dentro de campo após a troca no comando técnico. A saída de Nuri Sahin e a chegada de Niko Kovac resultaram em recuperação esportiva, classificação para a Champions League e uma média de 2,13 pontos por jogo após 15 rodadas. Ainda assim, a instabilidade fora de campo se tornou dominante ao longo do ano.

O texto aponta que o início da instabilidade começou com a demissão de Sven Mislintat em fevereiro. A disputa interna entre o ex-diretor técnico e Sebastian Kehl teria passado a impressão de que ambos colocaram suas posições acima dos interesses do clube, mesmo com o diretor esportivo vencendo a disputa de competências. Para a autora, permaneceu a sensação de que o foco pessoal superou a prioridade coletiva.

A coluna também cita o conflito sobre quem deveria representar o Borussia Dortmund como presidente. Reinhold Lunow e Hans-Joachim Watzke protagonizaram um embate que, segundo a análise, dividiu não só os envolvidos, mas todo o ambiente do clube. Para Marian von Hatzfeld, a troca de acusações públicas causou desgaste desnecessário, com o BVB sendo o principal prejudicado pela disputa.

No elenco, o comportamento de alguns jogadores foi apontado como parte do mesmo problema. O texto menciona que Serhou Guirassy e Karim Adeyemi se colocaram acima do time após reações negativas a substituições. Adeyemi protagonizou episódios de irritação, como o arremesso de garrafa e a saída antecipada rumo ao vestiário, enquanto Guirassy recusou um aperto de mão em uma partida contra o Bayer Leverkusen. Para a autora, as atitudes passaram a mensagem de que “eu sou mais importante que o time”.

A coluna conclui afirmando que o BVB de 2025 esteve longe de viver um ambiente de harmonia, contrariando declarações recentes. Segundo o texto, não há problema em críticas internas, mas quando dirigentes, jogadores e lideranças se colocam acima do clube, torna-se um risco para o Borussia Dortmund. Se a instabilidade não for controlada, mesmo o sucesso esportivo pode não ser suficiente para mudar a percepção sobre o ano.

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