Texto por Colaborador: Redação 31/12/2025 - 08:00

James McAtee chegou ao Nottingham Forest em agosto cercado de expectativa. O meia inglês de 23 anos pôde escolher seu destino no verão e optou pelo Forest após disputar espaço com interessados como Borussia Dortmund e Eintracht Frankfurt. Na apresentação, declarou entusiasmo pela nova etapa e repetiu o discurso tradicional de quem inicia um ciclo: "Me sinto pronto para esse novo desafio. O clube fez uma ótima última temporada – e quero ajudar a construir isso e mostrar do que sou capaz", afirmou na chegada. Meses depois, porém, a realidade é completamente diferente daquela projetada pelo jogador.

A trajetória no City Ground tomou outro rumo. O Nottingham Forest, que surpreendeu ao se classificar para a Europa League na temporada passada, hoje ocupa a quarta pior posição da Premier League. O cenário interno virou instável e afetou o futuro de McAtee. O proprietário Evangelos Marinakis demitiu primeiro Nuno Espírito Santo e, em seguida, Ange Postecoglou após menos de seis semanas de trabalho. A equipe agora é comandada por Sean Dyche, mas a mudança na área técnica não trouxe impacto direto na situação do meia, que segue com pouco espaço.

Até aqui, McAtee somou apenas 428 minutos na temporada, a maior parte deles na Europa League enquanto a escalação era poupada para compromissos domésticos. Desde o início de outubro, ele jogou somente 22 minutos na Premier League e ainda não participou diretamente de gols. A diferença entre o investimento feito na contratação – 25,5 milhões de euros – e o espaço reduzido escancara um cenário frustrante para ambas as partes.

A escolha por Nottingham, que superou clubes da Bundesliga no processo, foi tomada após visitas e avaliações de estrutura. O Forest esperava repetir um caso semelhante ao de Cole Palmer, que também veio do sistema do Manchester City e explodiu após mudar de clube, hoje sendo destaque no Chelsea. A projeção, porém, não se confirmou. Com o clube abaixo do esperado e o jogador sem sequência, a possibilidade de saída ganhou força.

Segundo a imprensa inglesa, McAtee está no radar de cinco clubes da Premier League que estudam um empréstimo já em janeiro: Chelsea, Leeds, Bournemouth, Fulham e Sunderland são citados como interessados. Um acordo temporário no inverno é visto como a solução mais provável, embora a permanência até o fim da temporada não esteja completamente descartada.

Em novembro, o próprio McAtee admitiu a dificuldade do momento e expôs o impacto da falta de continuidade: "Eu só quero jogar futebol regularmente. Não consegui fazer isso nos últimos três anos – e é difícil sempre encontrar seu ritmo rapidamente", declarou. O meia tem contrato com o Nottingham Forest até 2030 e, no melhor cenário, espera usar um empréstimo para recuperar espaço e, possivelmente, garantir transferência em definitivo por um valor inferior ao pago no início do negócio. No pior, segue amarrado ao projeto atual, aguardando que uma nova mudança de treinador altere sua posição interna.

O futuro de McAtee agora depende do mercado de inverno. Depois de meio ano que não saiu como planejado, resta saber se a próxima decisão corrigirá o rumo de uma transferência que, até aqui, simplesmente não funcionou.

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