Reprodução BVB TVA eliminação precoce na Champions League custou caro ao Borussia Dortmund — e não apenas nas contas do clube. A derrota por 4 a 1 para a Atalanta Bergamo deixou um rombo financeiro considerável: em vez de uma receita entre -5 e +5 milhões de euros, conforme o esperado, o clube projeta agora um prejuízo entre 12 e 22 milhões de euros para o exercício fiscal — podendo chegar a até 27 milhões.
Em entrevista após o jogo, o diretor esportivo Sebastian Kehl admitiu a gravidade da situação: "Claro que não é uma boa notícia. Havíamos planejado com a classificação e com as receitas que viriam dela, mas vamos seguir em frente e aprender com isso." Segundo ele, o clube iria tratar o assunto internamente e teria condições de superá-lo.
O problema é que Kehl foi além. E foi justamente a afirmação seguinte que incendiou a torcida: "Entendo por que essas perguntas estão sendo feitas agora. Mas acredito que demonstramos vezes suficientes nesta temporada que esse elenco e essa equipe têm qualidade suficiente."
Redes sociais explodem: "Que qualidade?"
A reação no X (antigo Twitter) foi imediata e devastadora. Um torcedor listou os resultados mais constrangedores da temporada na Europa: "1 a 4 contra o City, 0 a 2 contra o Tottenham, que está na 16ª posição com 13 desfalques, 0 a 2 em casa contra o time B da Inter, 1 a 4 contra a Atalanta, que vendeu o Lookman e não tem De Ketelaere nem Raspadori. Que qualidade?" Outro fã foi na mesma direção: "Então mostre as estatísticas contra times que jogam um futebol minimamente decente. Claro que a qualidade é suficiente contra equipes da Bundesliga abaixo da sexta posição. Que surpresa."
Houve ainda quem apontasse o dedo diretamente para as decisões de Kehl no mercado: "Parece que ele não quer assumir a responsabilidade pelas falhas que ele mesmo causou ao liberar jogadores no meio da temporada e ao não reforçar o elenco com qualidade suficiente."
A insatisfação com o desempenho europeu também veio acompanhada de uma autocrítica mais ampla sobre o nível do clube. "Mais uma vez somos ignorantes. Estamos apenas em segundo na Bundesliga porque os outros são ainda piores. A Champions League deveria ter deixado claro o quão medíocres realmente somos", escreveu outro usuário. E os números dão respaldo à crítica: quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas em dez jogos — com saldo de gols de apenas 22 a 21.
Além dos comentários mais críticos, porém construtivos, não faltaram manifestações ainda mais duras pedindo a saída de Kehl e de toda a diretoria.
O outro lado das estatísticas
Kehl, no entanto, também tem argumentos. Ele cita a recuperação dramática diante do RB Leipzig na Bundesliga — quando o time saiu de 0 a 2 para empatar em 2 a 2 — e o fato de o BVB ter perdido apenas uma partida no campeonato nacional nesta temporada. E ele não está errado: o Borussia Dortmund está em rota para se tornar o melhor segundo colocado da história da Bundesliga, com uma média de 2,26 pontos por jogo.
Ainda assim, os críticos têm um ponto: em toda a temporada, o BVB venceu apenas uma partida contra um adversário de alto nível — justamente o Bayer Leverkusen, clube contra o qual, três dias depois, acabou eliminado na Copa da Alemanha. O rótulo de "bottler" — aquele que desmorona quando o jogo realmente importa — se consolidou nas redes sociais. O que um dia foi o Tottenham Hotspur, atual campeão da Europa League, hoje é o Dortmund: o time que tropeça nos momentos decisivos.
Com as eliminações nas copas, a previsão financeira da temporada precisou ser revista. E títulos, ao que tudo indica, seguirão sendo uma miragem.
Clássico à vista — e Bayern disparado na frente
O rótulo de "melhor segundo de todos os tempos" tem valor simbólico limitado quando o Bayern de Munique chega ao duelo direto de sábado (28 de fevereiro) com oito pontos e 37 gols de vantagem. Para jogadores como Nico Schlotterbeck — e para eventuais contratações futuras — esse cenário não envia um bom sinal.
Kehl estava visivelmente abatido após a derrota em Bergamo. Ele mesmo reconheceu que a exibição foi muito fraca: "Isso não pode acontecer conosco neste nível, e por isso a eliminação foi merecida." Mesmo assim, o diretor fez questão de deixar claro que não queria, naquele momento, "fazer um ajuste de contas".
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