Por Pedro Henrique Oliveira / Contato: Twitter @_PedroDuartee

Coluna do Pedro - No último sábado aconteceu a Supercopa da Alemanha, jogo que envolve o campeão da Bundesliga e o vencedor da DFB Pokal. Como na última temporada a equipe do Bayern de Munique venceu ambos os campeonatos, o vice-colocado da Bundesliga, no caso o Borussia Dortmund, participou da Supercopa.
O retrospecto na competição não é dos melhores para o lado aurinegro. Sem contar a decisão de sábado, desde a temporada 2010/2011, o Dortmund participou da Supercopa em seis ocasiões, porém venceu apenas em duas oportunidades. Por outro lado, a equipe bávara ficou de fora de apenas uma Supercopa nos últimos nove anos, fato que escancara a hegemonia do time. Nos dois encontros mais recentes dos rivais pelo torneio, em 2016 e em 2017, a equipe do Bayern levou a melhor nos dois jogos.
A vitória do BVB na Supercopa levantou uma questão. É possível que esse resultado se repita ao longo da temporada 2019/2020 e que finalmente os aurinegros tirem os bávaros do trono da Bundesliga? Não há como afirmar se isso vai ou não acontecer, contudo é uma excelente oportunidade para Lucien Favre e seus comandados entrarem para a história do Borussia Dortmund como aqueles que acabaram com o domínio do Bayern de Munique.
Embora o resultado do último sábado vá contra o retrospecto, existem motivos para que o torcedor aurinegro tenha esperança de que a nova temporada possa trazer a Salva de Pratas de volta ao Signal Iduna Park. Esses motivos são as contratações feitas pela diretoria e as perdas sofridas pelo Bayern.
O time do Vale do Ruhr trouxe nomes de peso para o elenco. No setor da zaga, o BVB perdeu Diallo para o Paris Saint-Germain, mas trouxe Mats Hummels de volta. Para as laterais a diretoria trouxe um dos destaques do Hoffenheim na temporada passada, o alemão Nico Schulz, por aproximadamente 25 milhões de euros. Mateu Morey, lateral direito do sub-19 do Barcelona, também chegou a Dortmund.
Um dos destaques da janela foi a dupla de meias habilidosos que a diretoria aurinegra trouxe. No final da temporada, o nome de Thorgan Hazard começou a pipocar em Dortmund e a transação se concluiu. O meia chegou do Borussia Mönchengladbach por 25 milhões e meio de euros. Naquele momento, o pensamento geral era de que o BVB não iria trazer mais nenhum nome de peso para o ataque da equipe, entretanto não foi o que aconteceu. Julian Brandt do Bayer Leverkusen foi adquirido por 25 milhões de euros e a torcida já começou a arquitetar um ataque superpoderoso com Reus, Hazard, Sancho, Brandt e Alcácer.
Embora seja pouco provável que todos sejam utilizados ao mesmo tempo, talvez em um momento adverso que o time necessite atacar e reverter um placar, as contratações deixaram os torcedores entusiasmados sobre o que há por vir na temporada 2019/2020.
Já no lado do Bayern de Munique, o técnico Niko Kovac teve algumas perdas significativas no elenco para a nova temporada. A dupla multicampeã formada por Frank Ribéry e Arjen Robben que fez história na equipe não irá continuar para o novo ciclo. Os bávaros também perderam James Rodríguez, que retornou ao Real Madrid após o empréstimo, o lateral Rafinha que foi negociado com o Flamengo e o próprio zagueiro Hummels que retornou ao Borussia Dortmund.
Com o dinheiro dos prêmios da temporada, o time de Munique não ficou parado e trouxe a dupla de laterais franceses, Benjamin Pavard e Lucas Hernández. Além deles, o jovem Jann-Fiete Arp deixou o Hamburgo e se juntou ao Bayern. Existem rumores de que Leroy Sané pode se mudar de Manchester para Munique nessa janela, mas ainda não há confirmação do negócio.
Vale à pena lembrar que de todos os contratados do Dortmund, apenas Schulz jogou, ou seja, em tese o time não estava com força máxima para a partida. O Bayern também contou com alguns desfalques, como Javi Martínez e Serge Gnabry, mas entrou em campo com um time, em sua essência, titular. Ainda é cedo para qualquer diagnóstico, todavia a entrada dos contratados no time aurinegro é algo para se observar ao longo da Bundesliga.
Pode-se dizer que a pré-temporada foi melhor para os aurinegros, isso no quesito das chegadas e saídas, mas isso não significa que o Borussia tenha ultrapassado o nível do Bayern de Munique. A hegemonia vermelha já dura sete anos na Alemanha e sim, o Borussia tem diminuído essa distância para o seu rival, fato provado pelo Der Klassiker da Supercopa e pelas contratações para a disputa da nova temporada que promete ser emocionante, assim como foi a última.
Por Pedro Henrique Oliveira / Contato: Twitter @_PedroDuartee
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