Texto por Colaborador: A. Rother 13/05/2026 - 10:00

O técnico do Borussia Dortmund, Niko Kovac, voltou a ser alvo de críticas do ex-atacante Max Kruse, que relembrou sua difícil relação com o croata durante o período em que ambos trabalharam juntos no Wolfsburg. Em entrevista ao DAZN, Kruse afirmou que, apesar dos bons resultados atuais do BVB, há vozes internas que apontam que “a harmonia não é necessariamente a melhor, mesmo que esteja funcionando na afinação agora.”

Kruse, que disputou apenas cinco partidas oficiais sob o comando de Kovac, explicou: “Ele não se dá bem com personagens como eu. Ele quer ser o animal alfa e os jogadores que implementam exatamente o que ele especifica. Cada pessoa é diferente, cada um tem traços de caráter diferentes e cada um precisa ser tratado de forma diferente. Se você não entende isso como treinador, geralmente é difícil.”

O ex-jogador de 38 anos contou que desde o início percebeu que não funcionaria: “Eu sabia que tipo de cara ele era, o que ele presta atenção e o que é muito, muito importante para ele. E percebi relativamente cedo que não funcionaria.”

Kruse revelou ainda um jantar com Kovac para alinhar expectativas: “Nós dois conversamos sobre o que esperávamos um do outro. Ele me perguntou: O que você precisa de mim? E eu disse: Não preciso de nada de você. Eu só preciso de confiança. Me dê confiança e você terá seu desempenho. No primeiro dia de jogo, sentei no banco – e isso sumiu imediatamente.”

Outro ponto de atrito foi o fato de Kruse morar em Berlim e viajar diariamente para Wolfsburg: “Claro, ele queria que eu pegasse um apartamento em Wolfsburg. Pensei nisso por um tempo, mas simplesmente não tive mais coragem de fazer isso. Eu já tinha certa idade e minha esposa morava em Berlim.” O jogador admitiu que, por vezes, chegava cedo demais ao treino e até cochilava no centro de treinamento devido ao trajeto.

As críticas não são novas. Em seu podcast Flatterball, Kruse já havia ironizado a chegada de Kovac ao Dortmund: “Ele é meu favorito pelo Dortmund, para que o clube entenda o que realmente significa crise. Paz, alegria, panquecas vão acabar.” Em 2024, chegou a classificá-lo como uma “catástrofe absoluta” em termos de caráter e com postura “antissocial” em relação aos jogadores.

Apesar das declarações polêmicas, Kovac segue firme no comando do BVB.

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