Reprodução BVB TVO Borussia Dortmund atravessa uma fase de profunda depressão invernal. Sem reforços, jogando um futebol defensivo difícil de assistir e sem talentos empolgantes no Signal Iduna Park. Esses jovens promissores agora escolhem principalmente o RB Leipzig – e essa tendência pode se manter por bastante tempo.
Na última década, o Borussia Dortmund precisou acompanhar o Bayern de Munique de longe no cenário nacional. Ainda assim, a respeitada "fábrica de talentos BVB" conseguia incomodar o campeão recorrente, conquistar títulos em competições de copa e se estabelecer como clara vice-líder do futebol alemão. Porém, a era dos pontas empolgantes e jovens transbordando vontade de lutar com a camisa amarela e preta acabou. A realidade atual é diferente. Sob o comando do técnico Niko Kovac, o BVB vive uma temporada razoável em termos de pontuação, mas as características de jogo, os valores e o prestígio dos últimos anos desapareceram completamente.
Em vez do futebol ofensivo envolvente com talentos promissores, o torcedor do Dortmund assiste nas arquibancadas a um futebol cauteloso e pobre tecnicamente – e mesmo com muita imaginação, não há no atual elenco do clube nenhum jogador a quem se possa prever uma trajetória semelhante à de Erling Haaland, Jude Bellingham ou Ousmane Dembélé. Veteranos bem remunerados, por outro lado, não faltam. A torcida teme uma gradual "wolfsburguização" do BVB.
Primeiro o Frankfurt, agora o Leipzig
O elenco perdeu substância financeira repetidamente nas últimas janelas de transferências. Não por acaso, o clube quer reverter essa situação com firmeza e retornar às origens. Mas o despertar pode ter chegado tarde demais.
Enquanto o Eintracht Frankfurt já havia tomado a dianteira do Dortmund nos últimos anos na captação e negociação de talentos, obtendo lucros gigantescos com vendas de jogadores, a ameaça real vem do leste. O RB Leipzig também anunciou uma grande guinada – e ela já está em plena execução.
Os saxões estão muito à frente dos rivais do oeste. O RB também havia perdido um pouco sua essência. No verão passado veio a reformulação total: estrelas caras e acomodadas (mas ainda jovens) foram vendidas com grandes lucros, e Ole Werner chegou como novo treinador. Assim como Kovac em Dortmund, o carrancudo alemão do norte parecia não se encaixar no clube e no planejamento focado em talentos. Mas o técnico de 37 anos surpreendeu a todos.
Janela de inverno vergonhosa para o Dortmund
Com um elenco quase totalmente renovado e poucos pilares antigos, Werner apresenta um futebol ofensivo por vezes empolgante. A base: o Leipzig conseguiu garantir praticamente todos os talentos disputados que outros clubes da Bundesliga – incluindo o BVB – cobiçavam.
Enquanto o Dortmund desembolsou cerca de 93 milhões de euros por Jobe Bellingham (19), Fábio Silva (23), Yan Couto (23) e Carney Chukwuemeka (21), que até agora convenceram pouco, o RB pagou 112 milhões e trouxe o sexteto formado por Conrad Harder (20), Rômulo (23), Yan Diomande (19), Johan Bakayoko (22), Ezechiel Banzuzi (20) e Andrija Maksimovic (18). Apenas Diomande já é considerado uma futura venda de 100 milhões e domina a liga.
Leipzig rouba até a competência central do BVB
Enquanto o Dortmund se esforçava desesperadamente por reforços na janela de inverno, mostrou-se extremamente ingênuo no caso Aarón Anselmino (20) e acabou sem contratar nenhum jogador, o Leipzig voltou a investir. Mais três jovens pontas ofensivos chegaram à cidade.
Enquanto Suleman Sani (19) e Ayodele Thomas (18), pelo qual o Leipzig venceu a concorrência de Frankfurt e Bayer Leverkusen, serão desenvolvidos para o futuro, o Leipzig também contratou o jogador sub-21 da seleção alemã Brajan Gruda (21) – inicialmente por empréstimo. Um verdadeiro golpe. Os três têm em comum o fato de serem contratações que, em anos anteriores, poderiam perfeitamente ter sido do BVB.
O Dortmund havia se especializado em empréstimos da Inglaterra e acumulado acertos consecutivos. Além disso, o clube parecia formar um grande ponta após o outro. Além de Dembélé, poderiam ser citados Jadon Sancho (25), Christian Pulisic (27), Jamie Gittens (20) e outros.
Perspectiva sombria para o futuro
No sistema atual de Kovac, essa posição não existe mais. Essa decisão também deve ser revertida no verão. Um verão decisivo para o desenvolvimento futuro do BVB.
O clube ainda teme que Nico Schlotterbeck (26) – líder, comandante da defesa e referência de mentalidade numa só pessoa – possa deixar o time no meio do ano. O RB, por sua vez, contratou tranquilamente neste inverno Abdoul Koné (20), do Stade Reims, como declarado sucessor de Willi Orbán (34), já se antecipando.
Mesmo que nem todas as contratações deem certo, o Leipzig está em boa trajetória e mira claramente conquistar a posição de vice-líder na Alemanha e – quando surgir a oportunidade – almejar o grande título. O clima no BVB – justificado ou não – dificilmente poderia ser pior quando se olha para o futuro. E isso apesar de estar três posições à frente do Leipzig na tabela.
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