Texto por Colaborador: A. Rother 28/03/2026 - 04:00

Quase dois anos se passaram desde que Maximilian Beier trocou o TSG Hoffenheim pelo Borussia Dortmund, em 2024. Natural de Brandemburgo, o atacante teve boa parte de sua formação futebolística no Energie Cottbus — e foi justamente lá que conheceu a pessoa que considera seu técnico mais importante até hoje: o treinador das categorias de base Patrick Schrade. Segundo Beier, Schrade foi quem abriu o caminho que o levou ao BVB, clube que disputa a Liga dos Campeões regularmente.

Em entrevista ao questionário do jornal FAZ, o atacante respondeu sobre preferências, valores e objetivos dentro e fora dos gramados. Ao ser perguntado sobre o que teme dentro de campo, Beier não titubeia: "Com toda a autoconfiança: nada!" Para ele, o medo é um péssimo companheiro no futebol — e é um sentimento que, ao que parece, ele simplesmente não conhece quando está jogando.

Esse desprendimento vem, em grande parte, do prazer genuíno que sente pelo esporte. Beier enxerga como um privilégio poder fazer todos os dias aquilo que mais gosta, e afirma ter aprendido a desligar depois das partidas ruins sem deixar de tirar as lições necessárias.

Sobre a rotina da vida de jogador profissional, Beier desfaz um mito comum: a ideia é de que sobra tempo livre. Em dias normais de treino, até que sim. Mas as viagens para os jogos fora de casa consomem horas, afastam os atletas das namoradas e das famílias com frequência — algo que, segundo ele, muita gente de fora não percebe.

Quando o assunto é o que valoriza num companheiro de equipe, Beier vai além das qualidades técnicas. Para ele, o lado humano é fundamental: um bom relacionamento interpessoal entre os jogadores é o que permite que cada um tire o melhor do outro.

Seu ídolo na época em que acompanhava futebol de fora dos gramados foi Fernando Torres. O espanhol era, para Beier, um "jogador inacreditável" que "tinha tudo o que você precisa como centroavante de elite: finalização, controle de bola, leitura de jogo, instinto." Já dentro do elenco atual do BVB, o atacante aponta Waldemar Anton como o mais subestimado — alguém que, na visão de Beier, às vezes "some" na cobertura da mídia e não recebe o reconhecimento que merece. Ele faz uma comparação semelhante com seu ex-companheiro Grischa Prömel.

Nas horas vagas, Beier tem uma paixão declarada: o dardo. Tanto que foi ao Mundial da modalidade em Londres na virada do ano. Mas ele faz questão de equilibrar a vida profissional com a pessoal: gosta de passar tempo com a namorada, e brinca que precisa mencionar isso — "ela vai ler isso com certeza".





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