Texto por Colaborador: Redação 06/03/2026 - 02:00

O FC Copenhague atravessa a pior temporada de sua história recente — e dois ex-jogadores do Borussia Dortmund estão no meio do caos. Thomas Delaney e Youssoufa Moukoko chegaram com missões distintas, mas compartilham agora a mesma realidade decepcionante.

Pela primeira vez desde a implantação do atual formato da Superliga dinamarquesa, em 2020, o clube recordista de títulos ficou fora da fase de campeão, reservada aos seis melhores. O Copenhague, que tem 16 títulos nacionais na prateleira e no ano passado comemorou o doblete com o ex-BVB Diant Ramaj no elenco, agora disputa a rodada de rebaixamento, que reúne as equipes entre o sétimo e o décimo segundo lugar.

A imprensa local não poupou o clube. O tabloide dinamarquês Ekstra Bladet chegou a estampar o apelido de "FC Catástrofe" ao time — e o investimento do verão torna a situação ainda mais difícil de explicar. O clube arrecadou cerca de 25,5 milhões de euros com vendas e injetou aproximadamente 22,7 milhões em contratações. Só a chegada de Moukoko, vindo do Dortmund, custou em torno de cinco milhões de euros.

O atacante de 21 anos, no entanto, não conseguiu se firmar. Em 32 partidas oficiais, marcou oito gols e deu duas assistências, mas seu último gol no campeonato foi em 1º de novembro. Desde então, tem aparecido cada vez menos — frequentemente como reserva, entrando apenas nos minutos finais.

Delaney, que iniciou a carreira no Copenhague em 2007, passou uma década no clube antes de seguir para outros destinos e retornou em 2024. Nesta temporada, soma 23 jogos e duas assistências, às vezes usando a braçadeira de capitão. Mas o veterano não tem escapatória na hora de se explicar. Em depoimento à plataforma de streaming Viaplay, citado pelo Sport1, ele foi implacável consigo mesmo e com o grupo: "Tenho uma vergonha enorme. Uma vergonha danada. É culpa minha. É culpa nossa. É muito ruim. Não cumprimos as expectativas. Não cumprimos nem os malditos requisitos mínimos."

Para Delaney e Moukoko, o que resta da temporada é tentar conter o estrago. A queda para a briga contra o rebaixamento representa um constrangimento coletivo — e o peso do investimento feito no verão torna a situação ainda mais difícil de justificar.

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