Texto por Colaborador: A. Rother 19/10/2026 - 03:00

O Borussia Dortmund voltou à liderança da Bundesliga, mas os resultados recentes acenderam um alerta sobre o rendimento ofensivo da equipe de Niko Kovac. Depois de um início de temporada consistente, o time empatou duas vezes no campeonato e perdeu por 1 a 0 para o FK Bodø/Glimt pela Liga dos Campeões. O problema mais evidente é a dificuldade para criar oportunidades e transformar o volume de jogo em gols.

A sequência recente lembra, em parte, o período inicial de Kovac no comando da equipe, em fevereiro de 2025. Naquela ocasião, o Dortmund perdeu por 2 a 0 para o VfL Bochum e empatou sem gols com o Sporting Lisboa pela Liga dos Campeões. Naquele momento, porém, o clube enfrentava dificuldades muito maiores na Bundesliga, longe tanto da liderança quanto da metade superior da tabela.

Agora, apesar de ocupar o primeiro lugar, o Dortmund voltou a passar por dois jogos sem marcar gols sob o comando do treinador. O diretor esportivo Ole Book considera que os resultados recentes têm explicações específicas: o empate por 2 a 2 com o Werder Bremen, marcado pela queda de rendimento no fim; a derrota na Noruega, diante de um adversário que impôs dificuldades a outras equipes; e o empate sem gols contra o Union Berlin, em uma partida na qual faltou frescor físico.

Embora os fatores sejam distintos, os números revelam um problema recorrente. Contra o Bodø/Glimt, o Dortmund criou quatro chances, todas depois dos 60 minutos. Diante do Union Berlin, foram apenas duas oportunidades, ambas na segunda etapa. A equipe marcou somente 11 gols em seis partidas da Bundesliga, produção considerada insuficiente para as ambições do clube.

Em Berlim, faltaram criatividade, movimentação e precisão para superar a defesa compacta do Union. As melhores situações surgiram quando os zagueiros avançaram com a bola e ajudaram a abrir espaços. Kovac ainda procura a combinação ideal para o setor de criação, com dois jogadores posicionados atrás do centroavante. Maximilian Beier, Ethan Nwaneri, Marcel Sabitzer e Carney Chukwuemeka não conseguiram apresentar soluções ofensivas de maneira consistente.

Os problemas também são agravados pelas baixas no elenco. O grego Giannis Konstantelias ficará afastado até o início do próximo ano devido a uma ruptura do ligamento cruzado anterior. Já Konstantinos Karetsas precisou deixar o campo apenas oito minutos depois de entrar contra o Union Berlin, após torcer o tornozelo em uma dividida com Rani Khedira. O diagnóstico definitivo ainda não havia sido divulgado, e o jovem de 18 anos deixou o estádio de muletas depois de apresentar problemas circulatórios.

Com seis partidas difíceis nas próximas três semanas, o Dortmund terá pouco tempo para corrigir os problemas nos treinamentos. Book reconheceu a dificuldade de trabalhar aspectos táticos durante uma sequência tão apertada, mas reforçou a confiança na qualidade do elenco.

“Somos muito bons, temos bons jogadores e um ótimo time, e os rapazes precisam se lembrar disso”, afirmou o dirigente. Ele espera que a equipe atue com mais coragem desde o início, avance com a bola e encontre soluções para recuperar a fluidez ofensiva.

Waldemar Anton, apontado como o melhor jogador do Dortmund no empate em Berlim, também acredita que a equipe precisa melhorar nas decisões perto da área adversária. Para o defensor, não se trata de um problema tático, já que os jogadores estão juntos há tempo suficiente para conhecer os movimentos uns dos outros. O principal desafio está na qualidade do último passe e na escolha da jogada final.

O próximo compromisso não promete facilitar a recuperação. O adversário será o Sabah FK, do Azerbaijão, que não sofreu gols em seis de suas últimas oito partidas. Depois de três jogos consecutivos sem vencer, o Dortmund precisará reencontrar a eficiência ofensiva em meio a um calendário exigente.

 

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