Reprodução / RTS2No Borussia Dortmund, a regra costuma ser clara: contrato perto do fim significa alarme acionado. Mas o clube está surpreendentemente tranquilo em relação a Marcel Sabitzer e Ramy Bensebaini, ambos com vínculo apenas até 2027.
Segundo o Ruhr Nachrichten, o Dortmund estaria até considerando deixar os dois saírem de graça mais adiante — algo impensável para outros nomes do elenco. Felix Nmecha, Nico Schlotterbeck e Karim Adeyemi recebem tratamento bem diferente, com o clube trabalhando com antecedência para definir seus futuros. A política institucional é clara: nenhum jogador importante deveria entrar no último ano de contrato com situação indefinida.
Essa regra, porém, parece não se aplicar totalmente à dupla. O motivo é direto: Sabitzer e Bensebaini ajudam no curto prazo, mas não são mais peças centrais no planejamento de longo prazo do clube. Com 31 e 32 anos, respectivamente, dificilmente valeriam grandes quantias numa venda — o que torna a manutenção dos dois mais vantajosa esportivamente do que uma negociação apressada no verão.
Nenhum dos dois está na lista de transferências, e nenhum manifestou desejo de saída. Bensebaini segue valioso em múltiplas funções: pode atuar na lateral esquerda como opção a Daniel Svensson e também serve como alternativa a Schlotterbeck numa defesa de três zagueiros. Sabitzer mantém experiência e versatilidade no meio-campo, sendo bem avaliado pelo técnico Niko Kovac — o que reduz a pressão para vendê-lo.
Já os rumores sobre uma oferta de €12 milhões mais bônus do Dortmund por Bastien Meupiyou não se confirmam. Segundo o mesmo Ruhr Nachrichten, o francês não recebeu nenhuma proposta do clube.
A partir de janeiro de 2027, Sabitzer e Bensebaini ficam livres para negociar com outros clubes, possibilitando uma transferência gratuita no verão seguinte — cenário financeiramente atrativo para os próprios jogadores, já que o novo clube não precisaria pagar taxa de transferência e poderia oferecer bônus de assinatura maiores.
O Dortmund ainda terá decisões parecidas pela frente: Emre Can, Alexander Meyer, Patrick Drewes e Silas Ostrzinski também têm contrato até 2027. Mas, neste caso específico, a calmaria do clube não parece coincidência — é uma jogada calculada.