Reprodução / BVB TVHans-Joachim Watzke provoca debate no futebol profissional com declarações polêmicas. As propostas do mandatário do BVB podem influenciar significativamente a Bundesliga e competições europeias.
O CEO do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke, voltou a se posicionar sobre temas cruciais do futebol mundial, apresentando reivindicações que chamam atenção. Em conversa com o Frankfurter Rundschau, o dirigente de 66 anos defendeu categoricamente a implementação de um teto salarial. "No final das contas, um limite salarial se tornará indispensável. Sem essa medida, a situação ficará ainda mais descontrolada", afirmou Watzke.
O executivo também alertou para as consequências econômicas do cenário futebolístico global. "Em determinado momento, isso também será percebido na Inglaterra. Porque, pelo que sei, mesmo com orçamentos colossais, praticamente nenhuma equipe de lá apresenta lucro", explicou, fazendo referência aos bilhões investidos em direitos televisivos e aportes de investidores na Premier League.
Para além das questões financeiras, Watzke manifestou interesse na realização de um Mundial de Clubes em solo alemão. "Sim, eu apoiaria essa iniciativa", declarou, complementando: "Observei que todos os países fora dos principais mercados europeus aprovaram o torneio". Ele ressaltou que o futebol "não é propriedade exclusiva de nós, europeus" e demonstrou receptividade para sediar eventos internacionais na Alemanha.
Dirigente do Borussia pede limitação salarial no futebol profissional
Quanto ao financiamento, Watzke apresentou posicionamentos realistas. Sobre os recursos sauditas que viabilizaram o Mundial de Clubes nos Estados Unidos, disputado pela primeira vez com 32 equipes, ele classificou como "simplesmente investimento inicial". Criticou indiretamente o comportamento das grandes corporações: "Enquanto as principais empresas alemãs do DAX estiverem dispostas a incluir os sauditas no financiamento de seus aumentos de capital, não podemos fingir que o mundo é melhor do que realmente é. Nossa indústria está mais que preparada para receber dinheiro dos países do Golfo."
Watzke também reconheceu que, em comparação com outras nações, a Alemanha tem permanecido "ligeiramente acomodada" no que se refere a marketing e negócios internacionais. "Os alemães preferem trabalhar de forma independente. Subestimamos o marketing e não estimulamos suficientemente os negócios internacionais", admitiu.
Hans-Joachim Watzke descartou, por ora, nova tentativa de atrair investidores para a DFL: "A questão dos investidores está 'encerrada' na DFL. Não haverá embates dessa natureza enquanto eu mantiver influência decisiva."
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