Texto por Colaborador: Redação 25/03/2026 - 09:15

A saída de Sebastian Kehl do Borussia Dortmund não foi uma decisão repentina. Segundo reportagem do BILD, a separação já vinha sendo planejada internamente após meses de tensão e um “clima de desconfiança” dentro da diretoria do clube.

De acordo com o relato, o principal foco dos problemas foi a relação entre Kehl e o diretor-gerente esportivo Lars Ricken. A convivência entre os dois teria sido marcada por falhas de comunicação e falta de alinhamento, com situações em que negociações aconteciam sem conhecimento mútuo.

Além disso, Kehl passou a receber críticas internas por sua atuação no mercado. O dirigente foi acusado de apresentar poucas soluções criativas e contribuir para a elevação de custos. Negociações específicas, como a contratação de Carney Chukwuemeka, foram atribuídas a ele, embora tenham contado também com apoio do técnico Niko Kovac.

Outro ponto de desgaste foi a disputa por reconhecimento dentro da gestão. Mesmo em acordos considerados positivos, o ambiente teria sido marcado por competição individual, com Kehl e Ricken reivindicando protagonismo em negociações importantes, como a venda de Jamie Gittens.

Ainda segundo a BILD, o diretor-gerente Carsten Cramer tentou intermediar a situação por meses, mas sem sucesso duradouro. O cenário se agravou também pela postura pública de Kehl, que teria demonstrado abertura a outros projetos, com menções a possíveis destinos como Wolfsburg e Hamburgo.

Diante desse contexto, a saída já estava encaminhada internamente. A rápida definição de Ole Book como sucessor, anunciada logo após a saída, reforça que o planejamento vinha sendo conduzido há algum tempo. O presidente Hans-Joachim Watzke, inclusive, já estava ciente da situação, sem interferir no desfecho.

Assim, a saída de Kehl representa o desfecho de um conflito interno prolongado na cúpula do Borussia Dortmund.





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