Reprodução Vídeo BVB TVO Borussia Dortmund concluiu recentemente três negócios milionários que reforçam a solidez financeira do clube. As receitas, impulsionadas pela venda de Jamie Gittens ao Chelsea, pela participação no Mundial de Clubes da FIFA e por novos acordos de patrocínio, são resultado direto de uma estratégia da gestão de Hans-Joachim Watzke.
Embora considerado um clube de menor porte no cenário internacional de transferências — com sua maior compra girando em torno de €35 milhões —, o Dortmund busca se posicionar de forma mais sólida, compensando as limitações do mercado com planejamento e parcerias estratégicas.
A renovação com a fornecedora de materiais esportivos Puma, válida até 2034, garante mais de €300 milhões ao clube. A Puma, que detém cerca de 5% das ações do BVB, é considerada mais que uma fornecedora: trata-se de uma parceira estratégica, segundo Watzke. Apesar das críticas de parte da torcida ao design das camisas, o contrato assegura estabilidade econômica a longo prazo, reduzindo a dependência das receitas variáveis como direitos de TV e vendas de jogadores.
A segunda etapa da estratégia envolve a substituição dos patrocinadores 1&1 e Evonik pela Vodafone como patrocinadora principal do uniforme a partir da temporada 2025/26. O contrato prevê uma receita anual de €30 milhões até 2030. A escolha da Vodafone, empresa global de tecnologia, representa uma tentativa de reposicionar o BVB como uma marca moderna e conectada internacionalmente. O clube chegou a um acordo com a empresa para adaptar o logotipo da patrocinadora às cores da camisa, visando maior aceitação entre os torcedores.
O terceiro pilar é o acordo com a desenvolvedora japonesa Konami, que reintegra o BVB ao jogo "eFootball" até 2028. Apesar de render entre €3 milhões e €5 milhões por ano — valor inferior aos demais acordos —, a parceria é vista como essencial para aproximar o clube de uma audiência mais jovem e internacional, especialmente em meio ao crescimento do consumo digital de futebol.
Mesmo com os novos contratos, o Dortmund ainda enfrenta um abismo financeiro em relação aos maiores clubes da Europa. No ano fiscal de 2023/24, o BVB arrecadou €215 milhões em receitas comerciais, enquanto o Bayern de Munique somou €421 milhões. Essa diferença é atribuída a décadas de estruturação comercial dos bávaros, além da força de clubes como PSG e Manchester City, apoiados por estados ou bilionários.
Os acordos recentes consolidam o Borussia Dortmund como o segundo maior clube da Alemanha e ampliam sua vantagem sobre os demais times da Bundesliga. Apesar das divergências internas sobre sua possível mudança para a presidência do clube, Watzke se prepara para deixar o cargo de diretor administrativo no fim de 2025 com uma interessante estabilidade financeira.
(Via absolutfussball)
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