Texto por Colaborador: Redação 25/03/2026 - 01:00

Segundo o Bild, reinava um "clima de desconfiança" na diretoria do BVB. O jornal aponta que Kehl provavelmente teria forçado sua própria saída caso o diretor esportivo Lars Ricken e o presidente Carsten Cramer não tivessem tomado a iniciativa antes. O tentativa de Cramer de aparar as arestas entre Ricken e Kehl, segundo os relatos, não surtiu efeito.

Internamente, a política de contratações de Kehl era alvo de críticas: ela seria pouco ousada e distante do DNA dortmundiano. Contratações onerosas e sem retorno, como a do meio-campista Carney Chukwuemeka por empréstimo do Chelsea — que virou contratação definitiva e até agora decepcionou —, eram creditadas exclusivamente a Kehl, mesmo que outros membros da diretoria, em especial o técnico Niko Kovac, também tivessem endossado as escolhas.

Outro ponto de tensão envolvia o megaexito de Jamie Gittens, vendido ao Chelsea por 65 milhões de euros: Kehl e Ricken teriam disputado internamente o mérito pela negociação.

O relacionamento deteriorado entre os dois teria culminado em falhas de comunicação perceptíveis até por agentes externos presentes em reuniões de renovação de contratos. A postura pública de Kehl também incomodava: supostamente, ele vinha filtrando informações internas para a imprensa, além de ter flertado abertamente com rumores de interesse do VfL Wolfsburg — algo que caiu mal entre os demais dirigentes.

Mais revelador ainda: os bastidores indicam que a troca no cargo de diretor esportivo vinha sendo articulada há algum tempo. Isso explicaria como, apenas um dia após o anúncio da saída de Kehl, o clube já apresentava Ole Book como seu substituto. O presidente Hans-Joachim Watzke, informado por Ricken semanas antes, não teria levantado qualquer objeção à decisão.





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