Texto por Colaborador: A. Rother 30/03/2026 - 09:18

Desde o último domingo, Sebastian Kehl não ocupa mais o cargo de diretor esportivo do Borussia Dortmund, com Nils-Ole Book já assumindo a função. Ao avaliar o trabalho de Kehl, a WAZ descreve seu período no clube como um “quadro ambivalente”.

Segundo a análise, é “controverso e complicado” fazer um balanço definitivo. O entusiasmo em torno de Book, visto como alguém capaz de recolocar o clube no caminho dos títulos, cria uma impressão considerada “injusta” de que Kehl seria o único responsável pela falta de conquistas recentes. Internamente, o entendimento é de que o Borussia Dortmund não vive um cenário de caos esportivo, embora também exista o risco de confiar o desenvolvimento do elenco a Book já em sua segunda temporada.

No momento, o time faz sua melhor campanha na Bundesliga em anos. Por outro lado, as eliminações precoces em outras competições também pesam contra Kehl, refletindo a ambivalência que marcou sua passagem desde que assumiu o cargo em 2022, substituindo Michael Zorc. O dirigente é descrito como alguém que se dedicou “com grande empenho” à função e que esteve perto de conquistas importantes, como a final da Liga dos Campeões em 2024 e o título alemão de 2023, perdido na última rodada.

Entre os pontos negativos, está a dificuldade em resolver o problema no ataque. A contratação de Sebastien Haller por 30 milhões de euros foi impactada por um diagnóstico de câncer testicular, enquanto Anthony Modeste, contratado de forma emergencial, não teve o desempenho esperado. Youssoufa Moukoko renovou por valores elevados, mas não correspondeu à evolução esperada, e Niclas Füllkrug teve bom desempenho, porém permaneceu apenas uma temporada. Apenas Serhou Guirassy, contratado há dois anos, atendeu plenamente às expectativas.

Niklas Süle também é citado de forma negativa, especialmente em função do alto salário, estimado em 14 milhões de euros. Ele é apontado como um dos fatores que contribuíram para a queda de 113 milhões de euros no valor de mercado do elenco nos últimos anos, mesmo com a valorização geral do mercado.

A WAZ também destaca que Kehl não conseguiu gerar superávit com transferências nem trazer um jogador decisivo. Isso pode estar ligado à hesitação em negociações, o que teria rendido a ele o apelido interno de “Sr. Talvez”, além de oportunidades perdidas como possíveis contratações de Dean Huijsen, Rayan Cherki e Ethan Nwaneri.

Por outro lado, há acertos importantes. Contratações como Gregor Kobel, Nico Schlotterbeck, Felix Nmecha e Julian Ryerson são classificadas como “boas a muito boas” e seguem agregando qualidade ao elenco. Ainda assim, o período de Kehl também foi marcado por atritos internos, incluindo situações envolvendo Edin Terzic e Sven Mislintat.

Dessa forma, permanece a avaliação de um legado “ambivalente” deixado por Sebastian Kehl, enquanto ainda é incerto se o cenário no Borussia Dortmund apresentará melhorias sob o comando de Nils-Ole Book.





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