Texto por Colaborador: Redação 23/12/2025 - 03:00

Mais um episódio de explosão emocional de Karim Adeyemi coloca o Borussia Dortmund diante de uma discussão delicada sobre o atacante. Enquanto Dietmar Hamann dispara críticas contundentes, a cúpula do clube se questiona até que ponto vale a pena tolerar tamanha instabilidade.

Apesar da boa fase esportiva que permite ao Dortmund passar o inverno em posição privilegiada na tabela, Adeyemi voltou a gerar polêmica fora das quatro linhas. O jogador de 23 anos perdeu completamente o controle ao ser substituído na vitória por 2 a 0 diante do Borussia Mönchengladbach – mais um capítulo de uma série de incidentes que vem causando crescente desconforto no BVB.

Aos 60 minutos, quando Niko Kovac decidiu tirá-lo de campo, Adeyemi demonstrou revolta visível, fez gestos exaltados à beira do gramado e tentou ir direto para o vestiário. A reação mais dura veio do analista da Sky Dietmar Hamann, ex-jogador da seleção alemã, que questionou duramente a postura do atacante e fez uma comparação internacional: "Na Inglaterra você recebe multa de dois salários semanais."

Hamann foi além e alertou sobre possíveis medidas mais rigorosas, demonstrando preocupação com o impacto negativo que isso pode gerar. "Essas indisciplinas têm se infiltrado nas últimas semanas", afirmou, deixando claro que o desempenho técnico de Adeyemi não justifica tais comportamentos. Sua avaliação foi incisiva: "E ele não é tão bom assim."

Freund sai em defesa: "ele é o diferencial"

Uma visão completamente distinta foi apresentada por Steffen Freund, ex-jogador do BVB. Ele defendeu uma análise mais cuidadosa da situação e destacou a importância fundamental do velocista no sistema tático do Dortmund. "Estou próximo do que acontece em Dortmund e não quero revelar demais. Mas todos lá sabem: ele é o diferencial. Não o Serhou Guirassy, que nem marca mais gols. Essa é a perspectiva puramente esportiva. Sem Adeyemi, vai ficar extremamente complicado para o BVB nos próximos dois, três anos", declarou Freund.

A situação se complica ainda mais com a indefinição sobre o futuro do atacante. O Dortmund deseja estender o vínculo contratual, mas caso Adeyemi não aceite, uma despedida pode estar no horizonte. Hamann reconhece que existe mercado para o jogador e observa: "Ele tem um mercado enorme na Inglaterra" – porém, somente se conseguir controlar seu temperamento.

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