Texto por Colaborador: Redação 12/03/2026 - 03:00

O Borussia Dortmund vive um momento de transição profunda. A reestruturação do elenco já é dada como certa — a saída confirmada de Julian Brandt (29) e a renovação com Felix Nmecha (25) são os primeiros sinais visíveis disso. Mas as mudanças podem ir muito além do campo: no setor administrativo, uma série de dominós está prestes a cair, e o primeiro deles atende pelo nome de Lars Ricken.

Segundo a Sport Bild, o futuro do diretor esportivo é o ponto de partida de uma cadeia de decisões que pode remodelar a cúpula do clube. A partir de 30 de junho, o comitê presidencial liderado por Hans-Joachim Watzke poderá discutir a renovação do contrato de Ricken, que vai até 2027 — as regras da bolsa de valores impedem esse tipo de extensão antes de um ano do término do vínculo. A decisão dependerá, em grande medida, do desempenho do clube na janela de transferências do verão.

O impacto, porém, vai além de Ricken. Os contratos do diretor de futebol Sebastian Kehl, do conselheiro Matthias Sammer e do técnico Niko Kovac também vencem em 2027 — e todos estão intimamente ligados ao destino do diretor executivo. O porta-voz da diretoria, Carsten Cramer, e o diretor financeiro Thomas Treß são os únicos da cúpula que não precisam se preocupar com a continuidade.

Os laços de Ricken com Kehl e Sammer remontam à época em que os três dividiram os gramados como jogadores. Foi Ricken quem bancou Kehl no conflito interno com Sven Mislintat, há cerca de um ano. Com o apoio do diretor executivo, o planejador de elenco acabou demitido e hoje trabalha no Fortuna Düsseldorf. Com Sammer, a história é ainda mais antiga: os dois costumavam dividir o mesmo quarto nas viagens de jogos. Quando Sammer fez críticas públicas ao clube após uma noite desastrosa na Champions League e foi bombardeado por isso, Ricken o defendeu e manteve sua confiança nele. Para a Sport Bild, é "difícil imaginar" que um eventual sucessor de Ricken manteria Sammer no cargo.

Kovac também está no centro dessa teia. Sua contratação foi, em essência, uma decisão de Ricken — tomada quase que unilateralmente. O técnico estabilizou o BVB e conduziu o time de volta à Champions League de forma surpreendente, o que foi amplamente celebrado. Agora, porém, o futebol pragmático, a eliminação precoce na Copa da Alemanha e o tropeço na Liga dos Campeões geraram desconforto. Para a próxima temporada, o clube quer resgatar sua identidade: futebol atraente, pontas habilidosos e talentos com fome de glória. E Ricken quer que tudo isso aconteça sob o comando de Kovac — tornando os dois ainda mais inseparáveis neste momento decisivo.





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