Olá meus amigos aurinegros! Boas-vindas novamente a esta humilde coluna. Na coluna de hoje, farei uma breve reflexão sobre como foi a campanha do BVB na Champions League da atual temporada. Vou analisar os pontos positivos e negativos de toda a campanha, sem deixar de citar, é claro, o que aconteceu naquele 11 de abril horas antes da primeira partida das quartas de final.

Quando ficamos sabendo que na nossa chave havia Real Madrid, Sporting CP e Legia, sabíamos que não teríamos vida fácil, mas os jogadores aurinegros responderam bem as expectativas de toda a torcida. A estreia foi de encher os olhos, fora dos nossos domínios, enfiamos seis gols no Legia com autoridade. Este resultado amplo foi essencial para começar com o pé direito e dar confiança para a sequência da Champions. A partir daí empatamos com o Real Madrid na nossa casa, fomos a Portugal e vencemos o Sporting na sequência. Pronto, sete pontos na fase de ida em um grupo tão apertado, já encaminhava a classificação.

E, de fato, a promoção para a fase de oitavas de final veio com tranquilidade. Terminamos com 14 pontos na liderança da chave com o melhor ataque e com dois pontos à frente do poderoso Real Madrid, atual finalista da competição de clubes mais importante do futebol europeu.

O ano virou, e algumas contusões começaram a atrapalhar o trabalho de Thomas Tuchel, incluindo o afastamento de Mario Götze por problemas metabólicos. É verdade que Götze não foi mais o mesmo desde que voltou do Bayern de Munique, mas Tuchel contava com ele no planejamento que fez para a temporada. Mas Aubameyang seguia muito produtivo e marcando vários gols.

Entretanto, na derrota por 1 a 0 no jogo de ida das oitavas de final contra o Benfica, em Portugal, Auba exagerou de perder gols e acabou dificultando a partida de volta nos nossos domínios. Ao menos o time mostrava todo seu poderio ofensivo que demonstrou na fase de grupos.

No jogo da volta, o craque Marco Reus, lesionado, não conseguiu jogar. Mesmo assim, com apoio maciço da Muralha Amarela, os portugueses foram sufocados desde o início e caíram na teia do Homem-Aranha Aubameyang, que marcou um hat-trick contra o time do Estádio da Luz  na vitória por 4 a 0 e que carimbou novamente a passagem da equipe aurinegra para as quartas. Mesmo com altos e baixos no campeonato alemão, principalmente no sistema defensivo, chegamos com confiança para a próxima fase.

Nas quartas de final da Champions, contra o Monaco, ficou claro que o triste episódio ocorrido horas antes do jogo atrapalhou o time, e o ideal seria se a bola não rolasse cerca de 24 horas após a explosão. O próprio Jürgen Klopp, ex-técnico do Borussia Dortmund, naquela semana deu uma opinião contrária a decisão da UEFA em remarcar o jogo para o dia seguinte.

Mas também ficou claro que o sistema defensivo do BVB também se mostrou frágil diante dos monegascos. A equipe da bela e rica capital monegasta encontrou muitas facilidades para alcançar à meta de Roman Burki. Na partida de ida sofremos muito na nossa casa (em todos os sentidos) e não mostramos força o suficiente para superar um dos melhores ataques da Europa. Com a derrota por 3 a 2 no Signal Iduna Park, ficou quase impossível reverter o placar na casa dos monegascos

Com o resultado contra, Tuchel teve que arriscar tudo e acabou sendo novamente dominado pelo Monaco na derrota por 3 a 1 e isso culminou com a nossa eliminação do torneio, escancarando mais uma vez os problemas defensivos do time. Outro ponto que mostra a fragilidade defensiva do nosso time é que o Monaco, nas semis contra a Juventus, teve muitas dificuldades para chegar ao gol oponente.

Como disse aqui no site, apesar dos problemas, eu apoio a manutenção de Tuchel no comando por mais uma temporada. E um título, que poderá chegar ainda nesta temporada na final da Copa da Alemanha (seria o primeiro dele no comando do BVB), traria mais confiança para nosso treinador seguir firme no comando e tentar solucionar alguns problemas que precisarão ser corrigidos em 2017/18.