Borussia Dortmund.net.br

Ídolos

Ídolos e artilheiros

 

O primeiro grande ídolo da história do Borussia Dortmund foi o atacante August Lenz, que defendeu o clube nas décadas de 1930 e 1940. O jogador, primeiro atleta do clube a atuar pela seleção alemã, foi ídolo nessa época principalmente pela longevidade.

Começou a jogar profissionalmente em 1936 e ficou na mesma equipe até o começo dos anos 1950. Neste período, venceu a Copa da Westfalia em 1947, contra o Schalke 04, tendo como companheiros nomes como Kronsbein, Sadmann, Ibel e Podgorski.

Pela seleção, ganhou destaque por atuar na final das Olimpíadas de 1936, em Berlim, na Alemanha. A derrota na final para a Noruega, porém, encurtou sua carreira, já que ele e seus companheiros de time passaram a ser mal vistos pelo regime nazista da época.

Na década de 1950, quem conseguiu aparecer com destaque foi o goleiro Heinrich Kwiatkowski, que fez parte do elenco da Alemanha que foi campeão mundial em 1954, na Suíça. Foi o primeiro atleta do Borussia a conseguir tal feito. Pelo clube, venceu os títulos nacionais amadores de 1956 e 1957.

No primeiro bicampeonato nacional, as grandes estrelas ofensivas foram Niepeiklo, Preissler e Kelbassa, que, inclusive, marcaram nas duas finais que definiram as conquistas, contra Karlsruhe e Hamburgo, respectivamente. Como o primeiro nome dos três era “Alfred”, ficaram conhecidos como os “três Alfredos”.

Nos anos 1960, o Borussia conseguiu seu primeiro feito continental. Os heróis da conquista da Recopa em 1965/66 foram os “Gêmeos Terríveis”, como ficaram conhecidos Lothar Emmerich e Siggi Held, que se destacaram pelos gols marcados. Emmerich, por exemplo, foi artilheiro do Campeonato Alemão nas temporadas 1965/66 e 1966/67, com 31 e 28 gols, respectivamente.

Para conseguirem os resultados positivos lá na frente, os craques precisavam do apoio de uma defesa sólida, que passava pelo goleiro Hans Tilkowski, que participou do elenco vice-campeão do mundo pela Alemanha em 1966, na Inglaterra. Além disso, em 1965, foi eleito o melhor jogador do ano.

Na Inglaterra, aliás, não era só Tiklowski que representava o Borussia com a camisa da seleção nacional. Lothar Emmerich, Siegfrid Held e Wolfgang Paul também foram vice-campeões e eram atletas do clube.

Veio, então, o mau momento dos anos 1970 e 1980, quando o time passou pela segunda divisão e por sérios problemas financeiros. Isso tudo, porém, não suprimiu a capacidade do Borussia de revelar grandes jogadores. Nos anos 1980, Andreas Möller e Michael Rummenigge (irmão do campeão mundial Karl) apareceram com destaque.

O primeiro defendeu o clube de 1988 a 1990, e voltaria nos anos 1990 para comandar a melhor fase da história da agremiação. Já Rumenigge ficou de 1982 a 1988, e marcou 44 gols em 154 partidas.

Nos anos 1990, novas conquistas mudaram a história do Borussia. O time foi bicampeão em 1995/96 e 1996/97 do Alemão, com estrelas como Mathias Sammer, Andreas Möller (já de volta), Steffen Freud e Jürgen Kohler.

Os quatro foram, inclusive, os representantes do clube na seleção alemã que conquistou a Eurocopa de 1996, superando a República Tcheca na decisão. De todos, o grande destaque era Matthias Sammer. Na temporada 1996/97, foi eleito o “Jogador Europeu do Ano”.

No século 21, os brasileiros entraram na história do Borussia. O primeiro foi o lateral brasileiro Dedê. Depois de ser revelado no Atlético-MG, acertou com o clube em 1998, e participou de todas as grandes conquistas do período.

Depois disso, o atacante Amoroso também ganhou espaço. Contratado do Parma, da Itália, ele foi o grande protagonista do título de 2001/02, sendo, inclusive, o artilheiro do Campeonato Alemão daquele ano, com 21 gols.

A honra do gol decisivo, porém, não foi dele. Na última rodada, o Borussia precisava de uma vitória em casa sobre o Werder Bremen para assegurar o troféu. Ganhou pelo placar de 2 a 1, com o brasileiro Éwerthon,marcando após rebote do goleiro aos 34 minutos do segundo tempo.

O maior artilheiro da história do Borussia Dortmund foi o alemão Alfred Preissler, que defendeu o clube na década de 1950. Ele fez parte do ataque dos “três Alfredos”, ao lado de Kelbassa e Niepieklo, e balançou as redes adversárias em 168 oportunidades.

FOTOS:

Gallery:4